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Embaraçado com depoimento de Renato Duque, Lula tenta convencer Mujica que está tudo bem



O ex-presidente Lula enfrentou uma série de constrangimentos durante o 6º congresso do PT na noite desta sexta-feira em São Paulo. Horas antes, o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, confirmou em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro que o petista era mesmo o chefe do esquema criminoso na Petrobras e que ficava com 2/3 do dinheiro roubado no caixa da estatal destinado ao seu partido.

O assunto logo passou a ocupar as principais manchetes de jornais do Brasil e do Mundo, quando começaram a circular vídeos com o depoimento devastador do ex-diretor da Petrobras. Desconcertado, Lula evitou mencionar as confissões de Renato Duque e fez um discurso genérico, repetindo que a Lava Jato não tem provas contra ele e ameaçando mandar prender jornalistas, caso seja eleito presidente.

O petista se esquivou do assunto do dia durante todo o tempo. Para agradar a plateia, Lula chamou Jair Bolsonaro de fascista e João Doria de almofadinha. Mas nos bastidores, o clima era de pura consternação. Em conversas ao pé do ouvido, Lula argumentava que Renato Duque não teria nenhuma prova contra ele e que as revelações do ex-diretor da Petrobras não alteram em nada sua situação perante a Justiça.

O ex-presidente do Uruguai estava presente no evento e não conseguia esconder o constrangimento com a situação. Aliado de Lula e de Nicolás Maduro, Pepe Mujica parecia abatido com os destinos da esquerda Sul Americana e confessou a um interlocutor que esta não foi uma boa hora para visitar o Brasil. Sem graça, Lula tentava contar piadas e velhos causos, mas o ex-presidente uruguaio permaneceu apático durante a maior parte do tempo. Horas mais tarde, Mujica confidenciou a um auxiliar que este pode ter sido seu último encontro com Lula.

Outros dirigentes do PT tiveram que se ausentar do local para avaliar a extensão dos danos causados pelo depoimento de Renato Duque. Em seu depoimento ao juiz Sérgio Moro na parte da tarde, o operador oficial de propina do PT na Petrobras citou o envolvimento de pelo menos 6 membros do partido no esquema criminoso na estatal. Três ex-tesoureiros, Lula, Palocci e Paulo Bernardo foram os mais implicados.  
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