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Edson Fachin reclama de isolamento no STF, após lambança na homologação de acordo de bandidos da JBS



O ministro do Supremo Tribunal Federal, STF Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte, tem se queixado de ter sido abandonado pelos colegas do tribunal e reclama da solidão. A crise de rejeição enfrentada por Fachin começou logo após ficar claro que o famigerado acordo de delação dos criminosos confessos do Grupo JBS não deveria ter sido homologado de jeito nenhum. Segundo a coluna Expresso da Época, Fachin diz que o silêncio da Corte em relação a seu trabalho é “ensurdecedor”.

Não era para se surpreender. O ministro foi extremamente generoso com bandidos ao homologar o acordo de delação do empresário Joesley Batista e de outros 6 executivos do da JBS. O Grupo assumiu que lucrou R$ 1 bilhão com ataques especulativos no mercado financeiro na véspera de vazar para a Rede Globo uma transcrição falsa de uma gravação feita por Joesley Batista com o presidente Michel Temer. Fachin demorou horas intermináveis para levantar o sigilo das gravações, enquanto o grupo JBS e outros especuladores faturavam bilhões comprando e vendendo dólares.

A Globo divulgou uma transcrição falsa da gravação com Temer pela manhã e só foi possível constatar que os trechos destacados pela emissora não constavam da gravação ao final da noite daquela quarta-feira, 17, quando Fachin finalmente levantou o sigilo das gravações. Já era tarde e o estrago já havia sido feito. A Bolsa acumulou prejuízos de R$ 219 bilhões em valor de mercado apenas naquele dia, mesmo tendo interrompido o pregão.

Tudo isso sem contar o famigerado acordo de delação homologado por Fachin, que concedeu aos criminosos uma série de benefícios, como o perdão para centenas de crimes, salvo conduto para que todos pudessem ir morar nos Estados Unidos e imposição de multas irrisórias para os criminosos da JBS.

Fachin ficou desmoralizado na corte após a notícia de que ministros do Supremo reconheceram que cabe revisão do acordo que deu imunidade penal aos irmãos Joesley e Wesley Batista. O argumento de que uma revisão no controverso acordo de delação traria consequências negativas para a Lava Jato não convenceu muitos juristas. "Quando se erra, não se pode persistir no erro", afirmou um ministro da Corte, garantindo que a revisão é necessária justamente para fortalecer a Lava Jato e impedir que, no futuro, outros bandidos batam na porta da PGR e saiam de lá com um acordo debaixo do braço em poucos dias, como fez Joesley ao bater na porta do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que celebrou o acordo em tempo recorde, sem a participação da Polícia Federal ou dos membros da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. 
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