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Edson Fachin pode ser o "juiz no bolso" mencionado por Joesley Batista. JBS ajudou candidatura do ministro ao STF



A complexidade da situação política do Brasil atingiu um nível tão caótico que já não é mais possível confiar cegamente em praticamente ninguém, seja da esquerda, direita e até mesmo nos meios de comunicação. Quando o assunto é conspiração então, já não há mais limites para as teorias que tentam desvendar os bastidores do poder. Ainda mais quando se trata do controverso acordo de delação dos executivos da JBS.

O portal Poder360 publicou uma intrigante matéria com o título "Delator da JBS ajudou Edson Fachin em candidatura ao STF". No artigo, o site menciona que "Ao ser indicado para o STF (Supremo Tribunal Federal), em 2015, Edson Fachin percorreu os gabinetes dos 81 senadores. Amigos ajudaram a marcar audiências e a dar suporte à candidatura. O contato com alguns senadores foi facilitado também por Ricardo Saud, do grupo J&F, a empresa dona da JBS-Friboi".

Ricardo Saud é um dos delatores do atual escândalo de corrupção envolvendo a empresa JBS e os governos dos ex-presidentes Lula e Dilma.  Sua delação foi homologada por Edson Fachin. O executivo da J&F entregou mala com R$ 500 mil de suposta propina ao deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

Saud é alvo de uma denúncia de falso testemunho em seu acordo de delação. O escritório Erick Pereira Advogados afirma que tem provas que o executivo mentiu em seu depoimento, o que pode levar ao cancelamento do controverso acordo firmado pela Procuradoria-geral da República sem a participação da Polícia Federal e da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

Na conversa gravada com Michel Temer em 7 de março de 2017, apresentada pelo próprio Joesley Batista à Justiça, o empresário afirma que  tinha 2 juízes no bolso que tratavam de seus processos. No mesmo diálogo, o dono da Friboi fala que recebia informações sigilosas do procurador da República Ângelo Goulart Vilella, que acabou sendo preso.

O jornalista Jorge Bastos Moreno em O GLOBO, afirmou nesta quinta-feira que Edson Fachin admitiu que pediu ajuda “ao pessoal da JBS” em 2015 para ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

A JBS era a empresa com o maior número de parlamentares eleitos. A indicação de Fachin para o STF dependia dos votos de senadores. Ricardo Saud, diretor da JBS, de fato ajudou Fachin a cabalar votos. Fachin também é alvo de críticas por seus laços pregressos com o PT. Este seria o real motivo do pedido do presidente Michel Temer elo afastamento de Fachin do processo aberto contra ele no STF. Existe ainda o incômodo com o fato de Fachin e Janot terem entrado em acordo sobre a abertura de processo contra Temer, mas estranhamente pouparam os ex-presidentes Lula e Dilma, detonados na delação da JBS.

Entre as informações que circulam sobre possíveis fraudes envolvendo o acordo de delação, há ainda o episodio do braço direito de Rodrigo Janot.  O advogado no escritório responsável por negociar o acordo de leniência do grupo JBS, Marcelo Miller era até o início de março um dos braços direitos de Rodrigo Janot,  procurador-geral da República. Miller deixou o Ministério Público Federal apenas um dia antes do encontro entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer.

Outro fato que tem deixado muita gente inquieta diz respeito a informação de que Temer só concordou em receber Joesley Batista após muita insistência de seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Ninguém considera uma coincidência o fato de Meirelles ter sido presidente do Conselho da JBS e amigo pessoal de Joesley Batista. Um outro fato intrigante é a possibilidade de Henrique Meirelles se tornar o sucessor de Temer, caso o presidente sofra um processo de impeachment ou tenha seu mandato cassado no processo que corre no TSE, envolvendo irregularidades durante a campanha da chapa Dilma/Temer.

As suspeitas se tornam cada vez mais complexas, tendo em vista que há um interesse muito grande de certos setores da política, como o PT, e meios de comunicação, como a Rede Globo, que passou a última semana pedindo a renúncia do presidente. Calejado com tantos esquemas de corrupção e desconfiados até da sombra dos políticos, os brasileiros têm toda razão quando se permitem seduzir por algumas teorias de conspiração. Afinal, todas parecem tão prováveis. 
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