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Defesa de Lula em pânico. Moro o massacrou na ação do triplex, considerada a mais fácil. Daqui pra frente, só pedreira,



A defesa do ex-presidente Lula sempre considerou a ação relativa ao recebimento de vantagens indevidas da OAS a mais fácil de todas, entre as cinco ações penais que o petista figura como réu principal. O próprio Lula, convencido de que se tratava de uma ação fácil, concentrou todas as suas fichas em rebater apenas as acusações relativas ao triplex do Guarujá.

Mas o petista acabou descobrindo em seu primeiro interrogatório que as coisas não são tão simples assim quando se trata de Lava Jato e do juiz federal Sérgio Moro. Meticuloso, o magistrado explorou fragilidades nas alegações de Lula e expôs todas as incongruências da defesa do petista. Moro foi além e ainda arrancou confissões comprometedoras do ex-presidente, como o encontro clandestino entre Lula, o ex-tesoureiro do PT, João Vaccar Neto e o operador de propina do partido na Petrobras, Renato Duque.

Mas os problemas de Lula estão apenas começando. O ex-presidente da OAS e ex-amigo de Lula, Léo Pinheiro, entregou esta semana uma série de documentos que vão devastar a defesa do petista na Lava Jato. O executivo reuniu uma série de provas sobre repasses de propina a Lula de forma dissimulada, como as reformas milionárias do sítio em Atibaia, considerado o caso mais temido por Lula e seus advogados. A ação penal pode levar não apenas o ex-presidente para a prisão, mas também um de seus filhos, Fábio Luis Lula da Silva e seus sócios que atuaram como laranjas na compra do sítio. O dinheiro para aquisição da propriedade teria sido repassado pela Odebrecht ao Instituto Lula e posteriormente repassado a empresa dos sócios do filho de Lula. A propriedade rural pertence formalmente a Jonas Suassuna e Fernando Bittar, amigos de Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente.

O cerco está se fechando contra Lula na Lava Jato, admitem os advogados de Lula e dirigentes do partido, que já começam considerar um outro nome para a sucessão presidencial de 2018. Esta semana, Emilio Odebrecht, Marcelo Odebrecht e o ex-diretor de relações institucionais da empreiteira Alexandrino Alencar voltaram a depor para a força-tarefa da Lava Jato.

Os três foram convocados a depor novamente para dar mais detalhes sobre assuntos referentes a investigações envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Emílio e Alexandrino viajaram até Curitiba, há 15 dias, para falar com os procuradores. Marcelo está preso na Superintendência da Polícia Federal, na capital paranaense.

Os ex-amigos de Lula precisaram ajustar as franjas de suas delações e tiveram que fornecer mais detalhes sobre as reformas no sítio Santa Barbara, em Atibaia (SP), frequentado pela família Lula.

A Odebrecht participou de uma reforma nas dependências do sítio, em 2010, no final do último ano do mandato de Lula. A empresa gastou, segundo os delatores, mais de R$ 1 milhão em obras no local. A empresa fez os trabalhos em um mês. A reforma do sítio foi tema da delação dos três empreiteiros.

Os delatores também tiveram que complementar os depoimentos que fizeram sobre a contratação pela Odebrecht da empresa Exergia Brasil, que pertence a Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho da primeira mulher de Lula.

Executivos da Odebrecht afirmaram que o ex-presidente intermediou negócio da construtora com empresa do sobrinho Taiguara, no âmbito de contratos em Angola, com financiamento do BNDES.

Os delatores afirmam porém que, apesar de a Odebrecht ter contratado a firma de Taiguara a pedido de Lula, os serviços foram efetivamente prestados pela empresa. De acordo com a delação de Marcelo Odebrecht, o parente de Lula criou a Exergia sem experiência na área de construção e somente para fazer uso da influência de Lula.

Esta é a primeira vez que se tem notícia de que delatores da Odebrecht estejam complementando depoimentos prestados na delação. Os últimos depoimentos haviam acontecido em 25 de janeiro, cinco dias antes da homologação do acordo de delação do Grupo. Se Lula já passou um sufoco danado no interrogatório relativo ao triplex no Guarujá, o que vem pela frente é pedreira pura.
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