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Até jornal de esquerda já jogou a toalha com Lula. El País fala sobre calvário do petista



O ex-presidente Lula começa a sofrer as consequências derradeiras de seu declínio político. Setores da esquerda mundial chegaram ao limite da tensão no posicionamento de defesa do petista. O estresse causado pelas denúncias recentes contra Lula começam a refrear os ânimos em frentes que ainda resistiam em defender o ex-presidente.

O jornal El País é um destes redutos da esquerda internacional. O veículo fundado por Juan Luis Cebrián, hoje presidente do Grupo Prisa, que edita o jornal, deu início ao processo de fritura de Lula. Embora alguns insistam em afirma que se trata de um jornal independente, o próprio Cebrián já reconheceu que o El País tem mesmo uma linha editorial alinhada com os "setores progressistas" da política mundial.

Esta semana, a publicação jogou a toalha com o ex-presidente Lula e publicou uma matéria falando sobre "O calvário do Partido dos Trabalhadores" e do petista. Segundo a matéria, o declínio político de Lula "ganhou novos capítulos numa sequência impensável a quem acreditava que o ponto alto da semana política que passou ficaria no embate entre o petista e o juiz Sergio Moro em Curitiba. O encontro mais esperado da Lava Jato parece agora apenas um aperitivo para um cardápio farto que se seguiu na sequência, e que fragiliza ainda mais o ex-presidente e o seu partido, tanto do ponto de vista político quanto jurídico. Apenas um dia depois do seu depoimento, o ministro do Supremo, Edson Fachin, liberou o sigilo das delações do casal de marqueteiros Mônica Moura e João Santana, que revelam o milionário esquema de caixa 2 pago no Brasil e no exterior, supostamente com aval de Lula e Dilma Rousseff".

O jornal admite que a delação do ex-ministro Antonio Palocci também representa uma nova bomba nuclear para o ex-presidente e o PT: "O que eram informações de bastidores começam a se tornar realidade. O ex-todo poderoso ministro petista, que pavimentou a relação de Lula com o então apavorado mercado financeiro nacional e internacional em seu primeiro mandato (2003-2006), sucumbiu à pressão da Lava Jato e mostrou que seu silêncio tem limite"

Segundo o El País, Palocci "pode jogar um caminhão-tanque de gasolina nas labaredas que já incendeiam o Brasil com as investigações sobre corrupção no poder público e privado" e destruir definitivamente Lula e o PT.

A matéria afirma que "O país volta a prender a respiração na expectativa de conhecer novos fatos e detalhes sobre o modus operandi das relações de poder, num exercício que já virou rotina. A escala crescente de informações não para de surpreender ao mesmo tempo que vai fechando o cerco ao PT e deixando poucas brechas para Lula. As delações de Mônica Moura e João Santana, que gozavam da intimidade palaciana desde 2005, já trazem informações chocantes o suficiente para questionar o futuro do PT e da sonhada candidatura do ex-presidente para as eleições de 2018".

O El País destaca ainda que "o desgaste à imagem do ex-presidente, em capas de revistas questionando sua inocência, e na pauta negativa contra ele no noticiário, ganhou novos elementos, lembrando que o calvário de Lula continua. A publicação insinua que o ex-presidente ainda terá muitas agruras pela frente. 
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