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Sérgio Moro explica técnica de Lula e do PT para desviar foco de seus crimes



 O juiz federal Sérgio Moro concedeu uma rara entrevista ao jornal argentino Clarín, na qual esclareceu parte da técnica adotada pelo ex-presidente Lula e seus aliados da esquerda para tentar desviar o foco dos crimes que pesam contra o petista.

Moro explicou que, ao contrário do que dizem o ex-presidente Lula, seus aliados e jornalistas de aluguel, há todo um aparato técnico por trás dos processos que pesam contra o petista e outros réus da Lava Jato. O magistrado esclareceu seu papel em meio ao trabalho de centenas de profissionais envolvidos nas investigações e lembrou que existem ainda as instâncias superiores, que têm o poder de rever qualquer uma de suas decisões.

"Apesar de a opinião pública estar, majoritariamente, a favor das operações, há uma minoria que às vezes incomoda. Principalmente quando tenta dizer que o meu trabalho tem intenção político-partidária," esclareceu Sérgio Moro.

"É preciso construir as instituições no dia a dia. A responsabilidade não é de uma só pessoa. Acho que há um foco excessivo em mim, quando na verdade existe uma polícia que investiga, um ministério público que acusa e outros tribunais que revisam as minhas decisões.", lembrou o magistrado.

Na prática, Moro demonstrou que o foco excessivo de Lula em sua figura é nada mais que uma técnica que consiste em tentar desviar a atenção da sociedade para todo o trabalho sério realizado pelo Ministério Público Federal, pela Polícia Federal, pela Procuradoria-Geral  da República. O papel de Moro é justamente analisar todo o material produzido pelos agentes, procuradores e técnicos da força-tarefa da Lava Jato, antes de aceitar ou não uma denúncia. Por fim, cabe a Sérgio Moro julgar os acusados, condenando ou inocentando aqueles contra os quais não sejam reunidas evidências suficientes.

Ainda assim, as decisões de Moro podem ser perfeitamente contestadas e modificadas pelas instâncias superiores. Este foi o caso em relação ao processo do caso do sítio em Atibaia. O TRF-4 aumentou a pena de Lula de 9 anos e seis meses para 12 anos e um mês em regime fechado e determinou a prisão imediata do petista ao fim da análise de seu recurso no próprio Tribunal. O STJ concordou com Moro e com o TRF4. Lula será preso de cara, já em seu primeiro processo na Lava Jato. 

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