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Sem escapatória. No dia 03 de maio, Moro vai exigir que Lula explique roubo de objetos de ouro do Palácio do Planalto



O ex-presidente Lula será interrogado pelo juiz Sérgio Moro no próximo dia 03 de maio, no processo em que o petista figura como réu por crimes relativos ao triplex no Guarujá e a retirada e armazenamento de 14 contêineres de objetos retirados dos Palácios do Planalto e Alvorada.

Entre os objetos trazidos por Lula quando deixou a Presidência em 2011, estão os 132 objetos de arte, joias e itens de ouro apreendidos pela Polícia Federal durante a 24ª fase da Operação Lava Jato. O tesouro estava escondido em um cofre do Banco do Brasil em São Paulo.

O juiz federal irá questionar o ex-presidente pelo fato de ter se apropriado dos objetos. Tudo indica que Lula roubou mesmo centenas de objetos valiosíssimos do acervo da Presidência da República, avaliados, segundo especialistas de mercado, em mais de R$ 20 milhões.

O Palácio do Planalto já enviou uma lista sigilosa sobre os itens que devem ser devolvidos ao acervo Público. Nos próximos dias, a Justiça deverá encerrar a questão, devolvendo os objetos que foram apreendidos pela Polícia Federal.

Quando deixou a presidência em 2010, Lula levou vários objetos pertencentes à União e usou documentação falsa para transportar os itens. Os procuradores do Ministério Publico Federal, MPF, descobriram que o documento foi falsificado "para dele constar que se tratava de armazenagem de materiais de escritório e mobiliário corporativo de propriedade da construtora OAS". A mesma OAS pagou aproximadamente R$ 1,3 milhão pelo transporte e armazenagem dos objetos retirados por Lula, que contou com a conivência de servidores petistas que deveriam zelar pelo patrimônio público.

A lei determina que presentes dados por representantes de outros países em cerimônias oficiais ficam com a União. Estes podem permanecer no Palácio do Planalto, em Brasília, ou serem direcionados para o Arquivo Nacional e o Museu da República, no Rio de Janeiro.

Lula levou todos os presentes, incluindo joias, objetos de ouro cravejados de diamantes e outras obras de valor inestimável. O petista escondeu tudo em um cofre secreto do Banco do Brasil, numa agência de São Paulo, em nome de sua esposa, Marisa Letícia.

Os bens foram apreendidos durante as investigações da Lava Jato durante a Operação Aletheia, em março. Durante as buscas no apartamento de Lula em São Bernardo, os agentes descobriram documentos que levaram ao gigantesco cofre secreto, onde foram encontradas 23 caixas lacradas com itens pertencentes à União.

Na decisão em que determinou a análise de quais objetos devem ser reincorporados ao Acervo da Presidência, o juiz Sérgio Moro utiliza como referência a auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que constatou, no mês passado, que 4,5 mil itens do patrimônio da União estão desaparecidos. O juiz informa que o órgão poderá contar com a ajuda do TCU e pede que a averiguação seja feita, se necessário, na própria agência onde os produtos estão lacrados por determinação de Moro.  Segundo entendimento do TCU, não apenas os presentes feitos per chefes de estado pertencem à União, mas qualquer objeto que não seja de uso pessoal, como roupas, documentos e fotos, o que não é o caso de Lula.

Ainda segundo o órgão de controle, mesmo no caso de troca de presentes entre Lula e qualquer outra pessoa, seja um empresário, político ou entidade, caracteriza que houve uma contrapartida. Se Lula presenteou qualquer pessoa com dinheiro do contribuinte, o presente que recebeu em troca também pertence ao contribuinte e deve ser incorporado ao acervo público.

Lula está prestes a ser oficialmente desmascarado perante o mundo e se tornar definitivamente um reles ladrão de joias perante a comunidade internacional.
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