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Reinaldo Azevedo é o mais novo advogado de Lula. O morde e assopra da Veja ataca novamente o juiz Sérgio Moro



A ignorância sobre determinados assuntos relacionados a Operação Lava Jato está em toda parte, seja nas conversas de boteco, nas redes sociais e em artigos publicados na imprensa. Em todos os casos, é muito importante tomar muito cuidado para não confundir ignorância com má fé.

Há casos em que jornalistas procuram criar controvérsias apenas para "se aparecerem mais". Este é o caso do famoso "morde e assopra" Reinaldo Azevedo, que com sua tradicional ambivalência típica de um ex-petista, tenta trafegar entre um território (legal) e outro (ideológico) para defender o ex-presidente Lula de forma dissimulada e tentar desacreditar o juiz Sérgio Moro.

O jornalista, que por mais se se esforce para convencer as pessoas de suas convicções, parece cada vez mais confuso e inseguro quanto a pular de vez no barco da organização criminosa chamada PT. No artigo "Causa verdadeira do adiamento do depoimento de Lula a Sergio Moro" (aqui), o ex-petista especula com uma certeza caricata qual seria o motivo por trás do adiamento do interrogatório de Lula.

Azevedo recorre a suas teorias superficiais, revestidas por um verniz até factível, para pinçar suas verdadeiras convicções. Para não dizer que é um oportunista em cima do muro, que tenta angariar a simpatia ora de uns, ora de outros, o jornalista elegeu o que ele chama de extrema direita para defender a esquerda. Talvez isso tudo seja medo de ser incomodado em algum restaurante ou aeroporto.

Segundo Reinaldo Azevedo, Moro teria adiado a oitiva de Lula por uma questão de “prova ou a falta dela". Não por ignorância, mas por má fé, o jornalista afirma que Lula tem que ser inocentado no caso relativo ao triplex no Guarujá, mesmo se omitindo quanto ao pagamento de R$ 1.3 milhão de reais feito pela OAS para transportar e armazenar os objetos trazidos por Lula de Brasilia para São Paulo quando deixou a Presidência em janeiro de 2011. O ex-presidente da empreiteira, Léo Pinheiro, já confirmou aos procuradores da Lava Jato que este foi mais um repasse de propina ao ex-presidente em contrapartida por contratos superfaturados da OAS com a Petrobras. Lula responde pelo crime de lavagem de dinheiro nesta ação penal não apenas pelo caso de triplex, mas também por outras situações como esta, fartamente documentadas.

Apesar de negligenciar os fatos da mesma ação penal, Reinaldo Azevedo insiste que Lula deve ser inocentado:

"Ah, então Lula tem de ser inocentado?" - pergunta o jornalista ao leitor. Quem responde é o próprio Reinaldo Azevedo:

"Se o MPF não produzir a prova, a resposta é “sim”, ora essa! Ou, porque não gostamos de Lula, vamos inaugurar agora uma nova prática, que consiste em ignorar as evidências materiais em benefícios de testemunhos? Atenção! Este não é um debate sobre verdade ou mentira, moralidade e amoralidade. Estamos falando de direito e de regras" conclui o jornalista da Veja.

O problema é que Reinaldo, que não tem nada de ignorante, usa de pura má fé ao tentar defender Lula. O jornalista deve possuir ao menos alguns conhecimentos básicos sobre crimes de lavagem de dinheiro e uma das coisas que lavadores de dinheiro não fazem é agir com base na fé pública. Lavadores de dinheiro como Lula não registram imóveis em seus nomes, mas sim no de laranjas como Glaucos da Costamarques, seu testa-de-ferro na cobertura de São Bernardo do Campo, comprada pela Odebrecht com dinheiro desviado dos cofres públicos, conforme reconheceu o executivo do Grupo, Marcelo Odebrecht. O empreiteiro era o responsável pelos repasses milionários a Lula em sua conta no bando de propina da Odebrecht. Costamarques é primo de José Carlos Bumlai, preso na Lava Jato e outro laranja de Lula.

Reinaldo Azevedo deve ter ao menos uma noção superficial de que a principal característica dos crimes de lavagem de dinheiro é evitar que o nome do criminoso seja associado aos valores e bens oriundos de sua atividade criminosa. O uso de laranjas e de empresas é recorrente neste tipo de crime. Embora o triplex do Guarujá não esteja formalmente registrado no nome de Lula, justamente por se tratar de um crime de lavagem de dinheiro, isto não quer dizer que o petista não tenha reservado o imóvel e depois se livrado dele, após a deflagração da Operação Lava Jato.


Segundo o juiz Sérgio Moro, "como fenômeno criminológico, a lavagem de dinheiro, que consiste na conduta do criminoso de ocultar ou dissimular o produto do crime, é “bastante antiga”. Porém, a tipificação e penalização na legislação é extremamente recente: a maioria das leis criminalizadoras em todo o mundo  datam das décadas de 1980 e 1990. A lei nos Estados Unidos é de 1986, na França, de 1987.  No Brasil, a lavagem de dinheiro foi criminalizada somente em 1998, pela Lei nº 9.613 e passou por uma reformulação na lei em 2012. Organizações criminosas recorrem a este tipo de conduta para ocultar a origem ilícita de seus ganhos. A lavagem de Dinheiro tornou-se um segmento da atividade criminosa e conta com suporte de profissionais especializados em prestar consultoria e auxílio logístico. Sérgio Moro é reconhecido mundialmente como um dos maiores especialistas em crimes de lavagem de dinheiro.


Já o procurador da República, Deltan Dallagnol, considera "natural que pessoas investigadas reajam", afirmou o coordenador da força-tarefa de procuradores da Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol, a respeito das declarações do ex-presidente Lula sobre a denúncia de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a suposta ocultação de um tríplex. "E quando essas pessoas são poderosas econômica e politicamente, a reação toma vulto. Então, não nos surpreende. Encaramos com naturalidade".

O que não pode ser encarado com naturalidade é que jornalistas de grandes meios de comunicação continuem a agir com má fé para tentar desqualificar a maior investigação contra a corrupção no Brasil.

Moro ficou de avaliar a transferência do depoimento de Lula do dia 03 para o dia 10 de maio a pedido da Secretaria de Segurança Pública do Paraná e da Polícia Federal. O objetivo seria organizar a segurança no entorno do prédio da Justiça Federal em Curitiba.
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