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Presidente do Instituto Lula, réu lavagem de dinheiro para o ex-presidente petista, também deve ser condenado



O depoimento do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, a Sérgio Moro há uma semana corroborou a denúncia formulada em setembro do ano passado contra o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto. Segundo relatório da Procuradoria da República enviado ao juiz federal Sérgio Moro, Okamotto, ‘viabilizou, entre janeiro de 2011 e janeiro de 2016, a lavagem de R$ 1.292.210,40 do dinheiro da OAS em favor de Lula’. O valor é referente ao pagamento, durante cinco anos, do aluguel de dez guarda-móveis usados para armazenar parte da mudança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ele deixou o Palácio do Planalto no segundo mandato.

“Não pairam dúvidas sobre a atuação ilícita de Paulo Tarciso Okamotto na viabilização do custeio pela OAS do armazenamento de bens pessoais de Lula junto à Granero Transportes”, sustentava o documento de 89 páginas, subscrito por onze procuradores da força-tarefa da Lava Jato.

“A investigação colheu evidências de que a OAS também repassava vantagens indevidas a Lula por meio de pagamento de contrato de armazenagem de bens pessoais junto à Granero Transportes, com adoção de medidas de ocultação de origem e propriedade dos bens para fins de conferir aparência lícita ao repasse de valores provenientes de infrações penais praticadas no âmbito da Petrobrás”, afirmam os procuradores.

"Para ocultar a origem e natureza da vantagem indevida repassada ao representado Lula, a OAS indicou que o contrato tinha por objeto a “armazenagem de materiais de escritório e mobiliário corporativa de propriedade da Construtora OAS Ltda”, destacou a força-tarefa.

A Procuradoria já alegava que “Paulo Tarciso Okamotto foi quem viabilizou, entre janeiro de 2011 e janeiro de 2016, a lavagem de R$ 1.292.210,40 do dinheiro da OAS em favor de Lula. Esse foi o montante que foi repassado pela Construtora OAS à Granero, em benefício de Lula e com o concurso de Paulo Tarciso Okamotto, sob a falsa premissa de quitação de contrato de ‘armazenagem de materiais de escritório e mobiliário corporativa de propriedade da Construtora OAS Ltda’.

Léo Pinheiro confirmou a Sérgio Moro que os valores eram referentes a propina da Petrobras e confirmou que foi Paulo Okamotto que pediu que fosse contratada a empresa Granero para guardar o acervo presidencial que Lula levou de Brasília para São Paulo quando deixou o Palácio do Planalto.

Ao apresentar provas sobre toda a operação envolvendo o repasse de propina para Lula a pedido de Okamoto, Léo pinheiro coloca o presidente do Instituto Lula em uma situação delicada nesta ação penal. O Braço direito do es-presidente pode ser condenado por lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e falsidade ideológica. 
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