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Palocci detona: Lula levou R$ 51 milhões da Sete Brasil, a empresa que criou para roubar mais da Patrobras



O ex-presidente Lula concedeu uma entrevista à Rádio Gaúcha nesta sexta-feira e afirmou que não temia ser alvo das delações de seu ex-ministro e administrador de sua conta de R$ 35 milhões no banco de propina da Odebrecht. O petista disse no entanto que "Se fizer delação e contar tudo que ele sabe, pode prejudicar muita gente, menos eu".

Lula praticamente admitiu que Palocci não está preso injustamente, já que reconheceu que o ex-ministro está envolvido em esquemas de corrupção com "muita gente" que pode ser prejudicada por sua delação.

O problema é que, como interlocutor de Lula em vários esquemas de corrupção, tanto Palocci quanto o Ministério Público Federal sabem que não há como prosperar em nenhum acordo de delação omitindo os detalhes sórdidos que envolvem o ex-presidente.

Segundo matéria da revista IstoÉ, Palocci já está em adiantado estágio de colaboração com os procuradores da Lava Jato e dirá em sua delação que Lula embolsou cerca de R$ 51 milhões em propina oriunda da Sete Brasil. Segundo o MPF, Lula criou a empresa para poder roubar mais ainda da Petrobras, através de contratos superfaturados envolvendo aluguel de sondas de perfuração de petróleo.

“Palocci vai começar a abrir sua caixa de Pandora pelo escândalo da Sete Brasil, uma empresa criada em 2010 para construir as sondas (navios de exploração de petróleo) para a Petrobras. Além do capital da estatal, a Sete tinha dinheiro de bancos, como o BTG e de três fundos de estatais (Petros, Previ e Funcef). A

s seis primeiras sondas da empresa foram construídas pelo estaleiro Enseada Paraguaçu (com capital da Odebrecht, OAS e UTC). Cada sonda ao custo de US$ 800 milhões. As seis, portanto, estavam orçadas em US$ 4,8 bilhões (ou R$ 15,3 bilhões), embora a Sete Brasil estimasse um investimento de US$ 25 bilhões para construir 29 sondas até 2020.

Na delação, Palocci pretende contar que o PT exigiu que a Sete Brasil e as empreiteiras do estaleiro Enseada Paraguaçu pagassem propinas de 1% do contrato de US$ 4,8 bilhões, ou seja, US$ 48 milhões (R$ 153 milhões). Desse total, dois terços, ou R$ 102 milhões, ficariam para o partido e um terço (R$ 51 milhões) para diretores da Petrobras.

Sem medo de ser feliz, Palocci vai entregar que Lula exigiu metade das propinas. Não para o partido, nem para a companheirada, mas para ele, Lula”.
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