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O PT escolhia ministros da Fazenda não por suas habilidades com finanças, mas para intermediar propinas com a Odebrecht



Segundo ex-executivos da Odebrecht, o empresário Marcelo Bahia Odebrecht sempre foi um sujeito detalhista, meticuloso e dono de uma memória privilegiada. Embora ainda tente sustentar uma certa fleuma aristocrática típica de quem nasceu em berço de ouro, estudou nas melhores escolas e conviveu com gente podre de rica, o executivo também é reconhecido por sua arrogância prepotência e uma mente tipicamente criminosa.

Logo que assumiu a presidência do Grupo empresarial, Marcelo concedeu uma entrevista na qual deixou transparecer que já estava completamente familiarizado com a cultura da corrupção que imperava na empresa. O executivo afirmou que não recorria a "headhunters" (empresas que filtram os melhores profissionais do mercado) para formar seus quadros de funcionários. Todos eram contratados na base do "quem indicou", nos mesmos moldes da máfia e de outras organizações criminosas.

Esta postura levanta uma série de suspeitas. A começar pelo excepcional desempenho da empresa ao longo dos 13 anos de governos petistas, quando o faturamento do Grupo saltou de U$ 5 bilhões em 2003 para U$ 140 bilhões em 2014. Como pode uma empresa abrir mão dos melhores profissionais do mercado ter um desempenho duas mil vezes superior ao de empresas similares em todo o mundo?

E ao que tudo indica, o PT de Lula e Dilma também incorporou parte da cultura da Odebrecht para indicar ocupantes de cargos em estatais, postos-chave em bancos públicos e até mesmo nos ministérios. Assim como na Odebrecht, o critério não era o mérito, mas sim a falta de escrúpulos. O que importava era o grau de confiabilidade de que o individuo seria capaz de suportar o odor tradicional que emana de negócios espúrios, que fogem de sua real natureza e descambam para a corrupção.

A conexão do PT com esta cultura fica evidente no relato de Marcelo Odebrecht, que afirmou que Dilma escalou ninguém menos que o próprio ministro da Fazenda de seu governo, o também petista Guido Mantega, como interlocutor de seus interesses junto à empreiteira.

A simples indicação desta interlocução é de uma gravidade tão atroz que fica até mesmo difícil imaginar um ministro (a quem caberia cuidar das finanças do país, aprovar ou vetar impostos e benefícios fiscais os mais variados)  ser encarregado de tratar diretamente com um empresário corrupto de seus interesses mútuos.

O curioso é que o ex-presidente Lula também havia indicado um ministro da Fazenda para fazer sua interlocução com o empresário Marcelo Odebrecht. Fica claro que PT escolheu seus ministros da Fazenda não por suas habilidades com finanças, mas por sua capacidade de gerenciar os esquemas de propina que fluíam entre o governo e a empreiteira. Posteriormente, Palocci foi escalado para um cargo ainda mais elástico em termos de prerrogativas políticas e teve como sucessor justamente Guido Mantega. Os dois se intercalaram na administração das contas milionárias de Lula e do PT no banco de propinas da Odebrecht. E pelo menos neste quesito, ambos foram extremamente eficientes.

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