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Narrativa do "Fomos enganados por Lula" é admitida no próprio PT. Orientação é no sentido de preservar artistas e lideranças políticas



O perfil do ex-presidente Lula descrito pelos executivos da Odebrecht nos depoimentos divulgados pelo STF esta semana não tem nada a ver com a imagem de homem humilde e defensor dos mais pobres vendida pelo próprio Lula e por seus defensores ao longo dos últimos anos.

O petista é descrito como chefe de uma organização criminosa que roubou bilhões dos cofres públicos por quase uma década e meia de governos petistas. Nos relatos, o ex-presidente aparece como um "Bon vivant" corrupto mancomunado com as elites, com lideranças criminosas e traidor dos interesses do trabalhador.

O detentor de uma conta no banco de propinas da Odebrecht recebeu cerca de R$ 50 milhões para seu uso pessoal por contratos superfaturados com o grupo empresarial. Além do dinheiro que sacou para si, Lula garantiu uma fonte de dinheiro roubado para seus filhos, irmãos, amigos e aliados políticos. Seu partido também recebeu cerca de R$ 300 milhões em propina e boa parte do dinheiro que seus aliados políticos embolsou não teve nada a ver com financiamento de campanha via caixa 2. Era corrupção mesmo. Ininterrupta.

Os depoimentos e documentos apresentados pelos delatores à Justiça comprovam cada linha de investigação conduzida até aqui pelo integrantes da força-tarefa do Ministério Público Federal baseada em Curitiba. As denúncias oferecidas pela Lava Jato ao juiz Sérgio Moro contra Lula apresentam um grau de precisão extraordinário, segundo membros do STF, que ficaram impressionados com a eficiência e grau de acuidade dos investigadores.

Diante dos fatos, vários defensores de Lula começam a rever suas posturas desafiadoras mantidas ao longo dos últimos anos de investigações. O site The Intercept, do jornalista americano Glenn Greenwald, já jogou a toalha. Em matéria publicada neste fim de semana, o site destaca "O ENVOLVIMENTO DO ex-presidente Lula no esquema de corrupção agora revelado por quase 80 executivos, diretores e funcionários da Odebrecht sempre foi um dos principais pontos de tensão política ao longo da Lava Jato. As delações agora reveladas apontam que Lula não apenas saberia de tudo como, de acordo com depoimentos de diferentes delatores, se beneficiou diretamente dos desvios – e vai muito além de pedalinhos, reforma de sítio ou mesmo a compra de um triplex". Greenwald era um ferrenho defensor do ex-presidente Lula e porta-voz internacional de Dilma da narrativa do golpe

O jornalista de aluguel Paulo Henrique Amorim também divulgou um vídeo neste fim de semana onde demonstra sua profunda "decepção" com o ex-presidente Lula, o ex-defensor dos interesses do trabalhador, o ex-pai dos pobres".

Na mesma linha, artistas, intelectuais e ativistas da esquerda que estiveram engajados na defesa de Lula e Dilma nos últimos anos, e contra o juiz Sérgio Moro e a Operação Lava Jato, preparam seus discursos de arrependimento. O PT orientou alguns grupos a permanecerem em silêncio e longe da imprensa nos próximos dias, mas admitiu que a narrativa do "fomos enganados por Lula" pode ser usada em último caso. Interlocutores do partido reconhecem que "quem insistir em ficar ao lado do petista corre o sério risco de se queimar". A preocupação na legenda tem sido a de preservar certas lideranças e pessoas influentes ligadas ao PT.


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