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Marcelo Odebrecht já colocou Dilma na cadeia. Falsidade ideológica eleitoral é crime passível de prisão



Por mais que tenha sido comedido em seus depoimentos, fica bastante claro que o empresário usou de pequenas sutilezas para sepultar Dilma definitivamente na Lava Jato. Entre os documentos e provas apresentados à Justiça para corroborar seus depoimentos, o executivo incluiu um recado que mandou para a petista quando percebeu que poderia ser preso. Em um bilhete que fez chegar as mãos de Dilma, Marcelo ameaçava: "Ou ela, ou eu".

O executivo fez questão de deixar claro para Dilma que os dois corriam riscos com a contaminação da campanha da petista com remessas ilegais de dinheiro ao exterior. A "contaminação" que Marcelo se referia foram as remessas de propina para contas do marqueteiro de Dilma, João Santana, para contas na suíça.

Segundo confissões de Marcelo Odebrecht, Dilma não apenas sabia da movimentação ilegal de dinheiro em suas campanhas, como coordenou os esquemas de recebimento de propina através da indicação de um interlocutor entre ela e a Odebrecht. A petista escalou para a missão ninguém menos que o próprio ministro da Fazenda de seu governo, o também petista Guido Mantega.

Em seus depoimentos, ficou claro que o príncipe dos empreiteiros guarda muitas mágoas de Dilma, com quem sempre teve uma relação conturbada. Mimado e acostumado a ter todos os seus pedidos atendidos, Marcelo Odebrecht ficou profundamente contrariado quando Dilma se negou a recebê-lo para tratar de seus problemas eminentes com a Justiça. O executivo foi forçado a apelar para interlocutores como Fernando Pimentel, governador de Minas Gerais e amigo de Dilma desde os tempos que os dois eram aspirantes a guerrilheiros, mas cuidavam apenas das faxinas nas células terroristas. O executivo mandou recados desesperados para Dilma, inclusive com a demonstração de que tinha em seu poder provas devastadoras sobre os esquemas de propina em suas campanhas.

Meticuloso, é bem provável que Marcelo Odebrecht tenha ainda outros documentos comprometedores contra Dilma, para o caso de uma eventualidade. Isto é perceptível devido ao fato de Dilma ter moderado as críticas ao executivo nos últimos dias. De todo modo, as provas sobre seus crimes de falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro e organização criminosa já são suficientes para levar Dilma para a cadeia. O ministro do STF, Edson Fachin, já abriu inquéritos contra a petista com base nas delações da Odebrecht e deve encaminhar os casos para a mesa do juiz Sérgio Moro nos próximos dias. 
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