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Luladrão vai para prisão. Marcelo Odebrecht entregou a Sérgio Moro várias provas de repasses de propina ao petista



O primeiro depoimento do empresário Marcelo Odebrecht ao juiz Sérgio Moro depois do acordo de delação premiada homologado pela presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministra Cármen Lúcia, foi simplesmente devastador.

O ex-executivo confirmou ao responsável pelos processos da Lava Jato que o ex-presidente Lula é de fato o "amigo", o codinome que aparece nas planilhas do banco de propina da Odebrecht. Conhecido como departamento de operações estruturadas da empreiteira, era neste sistema que eram armazenadas as informações de repasses de propinas a políticos.

Lula chegou a ter um saldo de R$ 23 milhões no sistema e os saques eram feitos pelo administrador de sua conta, o ex-ministro Antonio Palocci, também identificado por Marcelo Odebrecht como a pessoa por trás do codinome “italiano” que aparece nas planilhas. No total, Palocci movimentou cerca de R$ 123 milhões, sendo que parte dos recursos foram repassados para o PT.

Marcelo Odebrecht é testemunha no processo que investiga se o ex-ministro Antônio Palocci recebeu propina para favorecer a empreiteira. O executivo confirmou repasses de R$ 4 milhões para o instituto Lula e ainda outros R$ 12 milhões sacados no banco de propina para aquisição de um terreno onde seria erguida a nova sede do instituto que leva o nome do ex-presidente.

O PT contava com a manutenção do sigilo no depoimento de Marcelo Odebrecht prestado nesta segunda-feira em Curitiba, mas o teor de seus relatos acabou sendo vazado por outras testemunhas e advogados que estavam no local da oitiva.

Normalmente, os beneficiários de acordos de redução de pena com a Justiça são obrigados a entregar provas robustas sobre seus relatos, sob o risco de perder os benefícios negociados em seus acordos de delação. As citações em depoimentos compreendem apenas os relatos que já foram acrescidos de provas documentais e homologados pelo STF. Isto significa que a Lava Jato está repleta de provas contra o ex-presidente Lula e indica que o petista será mesmo preso nos próximos meses.

Lula será interrogado pelo juiz Sérgio Moro no dia 03 de maio em outra ação penal, a relativa ao triplex no Guarujá e outras vantagens obtidas junto à empreiteira OAS. O ex-presidente da empresa, Léo Pinheiro, já confirmou em delação que as vantagens obtidas por Lula junto a empreiteira foram contrapartidas por contratos vantajosos com a Petrobras. Léo Pinheiro tenta retomar seu acordo de delação premiada e também já entregou as provas que incriminam Lula. 
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