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Lula poderia ser preso imediatamente, após acusação de Léo Pinheiro sobre ordem do petista para destruir provas



O ex-senador Delcídio do Amaral foi preso no dia 25 de novembro de 2015 por crime de obstrução de Justiça, após ser gravado uma conversa na qual ofereceu auxílio financeiro para evitar a colaboração premiada do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró.

Na ocasião, a Justiça Federal no Distrito Federal acolheu a denúncia e transformou em réus o ex-presidente Lula, Delcídio e mais cinco pessoas por tentativa de obstrução da Lava Jato. Os outros alvos da ação penal são José Carlos Bumlai, seu filho, Maurício Bumlai, o banqueiro André Santos Esteves, Diogo Ferreira Rodriguez, ex-assessor de Delcídio, e Edson Siqueira Ribeiro Filho. Caso sejam condenados, os réus podem pegar penas entre 3 e 8 anos de prisão.

O procurador Ivan Cláudio Marx ratificou a denúncia feita na Justiça Federal no DF contra o ex-presidente Lula:

"Delcídio do Amaral, como representante do governo no Senado, não exercia a chefia do esquema criminoso. E, pelo menos nessa atividade de obstruir as investigações contra a organização criminosa, Delcídio aponta Lula como sendo o chefe da empreitada",

Esta semana, o ex-presidente da OAS acusou o ex-presidente de ter cometido o mesmo crime, ao afirmar que foi instruído pelo petista a destruir todos os documentos relativos aos repasses de propina para ele e para o PT.

Em seu depoimento ao juiz Sérgio Moro, Léo Pinheiro narrou um episódio em que Lula determinou que ele destruísse qualquer prova que o incriminasse sobre o acerto de contas de propina feito entre o empresário e o ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto:

“Você tem algum registro de algum encontro de conta, de alguma coisa feita de João Vaccari com você? Se tiver, destrua”, ordenou Lula, que teria reincidido no mesmo crime que já figura como réu na justiça do DF.

A acusação do empreiteiro e ex-amigo de Lula coloca o petista dentro de mais um processo por tentativa de obstrução de Justiça.

Acompanhe abaixo o relato completo de Léo Pinheiro sobre o episódio:

“Eu tive um encontro com o ex-presidente, em junho, tenho isso anotado na minha agenda, são vários encontros onde o presidente textualmente me fez a seguinte pergunta: 'Léo, o senhor fez algum pagamento a João Vaccari no exterior?'. Eu disse: ‘Não, presidente, nunca fiz pagamento a essas contas que nós temos com Vaccari no exterior’”, diz Léo Pinheiro no depoimento. Segundo ele, Lula perguntou: “Como você está procedendo os pagamentos para o PT?”. “Através do João Vaccari. Estou fazendo os pagamentos através de orientações do Vaccari de caixa dois, de doações diversas que nós fizemos a diretórios e tal.” Lula, então, ordenou: “Você tem algum registro de algum encontro de contas feitas com João Vaccari com vocês? Se tiver, destrua”.
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