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Lula orientou Léo Pinheiro pessoalmente a destruir provas que pudessem incriminá-lo.



O ex-presidente da empreiteira OAS, Léo Pinheiro, prestou hoje um longo depoimento ao juiz Sérgio Moro em Curitiba e confirmou todo o teor da denúncia contra o petista formulada em setembro do ano passado pelo Ministério Publico Federal envolvendo o recebimento de vantagens ilícitas da empreiteira em troca de contratos lesivos a Petrobras.

Durante seu depoimento a Moro, Léo Pinheiro revelou que foi orientado pessoalmente pelo ex-presidente Lula a destruir provas que pudessem incriminá-lo na Operação Lava-Jato. “Lula me orientou a destruir documentos durante a Lava-Jato”, disse Léo Pinheiro a Sergio Moro. A confissão inclui mais um crime na lista de acusações que pesam contra Lula na ação penal.

O empresário confessou ao juiz Sérgio Moro praticamente todos as acusações constantes da ação penal do triplex do Guarujá – cuja propriedade a Lava Jato atribui ao ex-presidente Lula. Os dois são são réus neste processo.

Léo Pinheiro esclareceu todos os aspectos relativos ao imóvel e confirmou que Lula recebeu propinas da OAS no montante de R$ 3,7 milhões como contrapartida por contratos superfaturados com a Petrobras, o que caracteriza crime de corrupção passiva de Lula e corrupção ativa de Léo Pinheiro, criminoso confesso. Segundo o depoente, Lula tratou de se livrar do apartamento logo no início da Operação Lava Jato.

Segundo o executivo, parte do dinheiro foi investido em obras no apartamento do Condomínio Solaris, no Guarujá. Outra parte, cerca de R$ 1.3 milhão, foi usada para armazenamento dos objetos trazidos por Lula de Brasília quando a Presidência em janeiro de 2011.

O executivo confirmou ao juiz Sérgio Moro que, a exemplo da Odebrcht, a OAS também tinha um banco de propina e confirmou que foi aberta "uma conta corrente informal de débitos e créditos" destinado ao Partido dos Trabalhadores.

"De quando em quando, era feito um acerto com João Vaccari Neto, que nos orientava a forma que devíamos pagar. Em geral, 1% do valor das obras era destinada a essa conta. Lula perguntou se ele tinha algum documento sobre os repasses a Vaccari e orientou que tudo fosse destruído


O ex-amigo de Lula confirmou seu depoimento com farta documentação que comprova não apenas seu relato, mas todo o teor da denúncia extremamente bem formulada pelo MPF. A cúpula do PT se reuniu para avaliar a extensão dos danos causados pelo depoimento do executivo. A preocupação da defesa do petista com as provas apresentadas é grande, já que Léo Pinheiro, condenado há 26 anos de prisão na Lava Jato, tenta retomar seu acordo de delação premiada.

No PT, estão todos cientes de que executivo não incluiria informações que não pudesse comprovar em sua proposta de delação, pois correria o risco de ter seu acordo de redução de pena negado pela Justiça. Isto significa que todo o teor do depoimento prestado ao juiz Sérgio Moro nesta quinta-feira foi previamente corroborado por provas robustas contra Lula.

Diante das evidências, o ex-presidente Lula dificilmente conseguirá conceber uma narrativa convincente para justificar o recebimento de tantos benefícios em troca de contratos favoráveis à OAS em detrimento da Petrobras. Esta é a avaliação de uma das correntes internas do PT. A expectativa é a de que Lula continue negando as acusações. Diante da possibilidade de prisão do petista, esta seria a única forma de alegar uma prisão injusta.


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