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Lula nunca sentiu tanto medo. Edson Fachin mantém Antonio Palocci preso e aumenta tensão no PT com risco de delação



O pânico se instalou no PT há cerca de duas semanas, quando o advogado criminalista Juarez Cirino dos Santos protocolou um documento comunicando ao juiz federal Sergio Moro que estava deixando a defesa do ex-presidente Lula nos processos que o petista responde na Operação Lava Jato.

Na ocasião, o jurista forneceu poucos detalhes sobre sua decisão: "Não quero explicitar os motivos [da renúncia à defesa de Lula], e nem devo, por razões profissionais e éticas". Apesar de renunciar a defesa de Lula, Cirino continuou a serviço de Antonio Palocci.

O rumor de que o ex-ministro que gerenciava a conta de Lula no banco de propina da Odebrecht caiu como uma bomba no PT e tirou o ex-presidente do sério. Lula ficou tenso e ordenou deu ordem a emissários para que tentassem conter o ímpeto de Palocci "a qualquer custo".

No pacote de recados continha a promessa de que o ex-ministro deveria ter paciência e aguardar o resultado de um pedido de habeas corpus que tramitava no Supremo Tribunal Federal. Apesar da pausa nas ameaças, a tensão de Lula não arrefeceu.


A má notícia para Lula e o PT veio no final da tarde, desta sexta-feria, quando foi divulgado que ministro do STF, Edson Fachin, relator dos processos da Lava Jato no Supremo, negou pedido para soltar Palocci. Embora exista um outro pedido de liberdade tramitando na Corte, a negativa de Fachin foi traduzida como um péssimo sinal.

O desespero de Lula é perfeitamente compreensível. Uma eventual delação de Palocci terá potencial de enterrar o petista definitivamente na Lava Jato. Basta que ele confirme uma pequena parte da delação dos executivos da Odebrecht sobre a conta de Lula no banco de propina da empreiteira e pronto.

O temor de Lula e do PT é o de que Palocci já considere o petista liquidado pelas delações de Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro, João Santana e Monica Moura. Segundo este raciocínio, Lula seria preso de qualquer forma, independente de sua eventual delação. Diante da possibilidade de firmar um acordo de redução de pena com a Justiça delatando alguém que fatalmente será preso, há uma relação de custo benefício bastante tentadora para o lado de Palocci. 
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