\imprensa Viva
.

Jaques Wagner foi delatado por cinco executivos da Odebrecht. Recebeu U$ 12 milhões e R$ 10 milhões



O Ex-­ministro dos governos de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, o petista Jaques Wagner, também caiu na delação da Odebrecht e foi citado por envolvimento em esquemas de corrupção por cinco ex-executivos da empreiteira.

O petista recebeu US$ 12 milhões em “vantagens indevidas”, segundo relataram delatores da Odebrecht para financiar sua campanha ao governo da Bahia em 2010 em troca de benefícios fiscais associados ao ICMS que teriam beneficiado a empreiteira. A informação consta em petição assinada pelo relator da Operação Lava ­Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

Ainda no contexto das eleições do ano de 2014, o grupo teria repassado a Jaques Wagner, também
a pretexto de contribuição eleitoral, R$ 10 milhões ­ valor devido em razão de dívida da
Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb).
A petição tem como base os depoimentos do ex­-presidente e herdeiro da empreiteira, Marcelo
Odebrecht, e outros ex-­executivos da empresa, como Cláudio Melo Filho, Hilberto Mascarenhas e
Benedicto Júnior. Como Wagner não tem prerrogativa de foro, o documento foi remetido à
Procuradoria da República na Bahia e, por decisão de Fachin.

PETIÇÃO 6.805 (240)
ORIGEM : pet - 6805 - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
PROCED. : DISTRITO FEDERAL
RELATOR :MIN. EDSON FACHIN
REQTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA

DECISÃO: 1. Trata-se de petição instaurada com lastro nos termos de depoimento dos colaboradores Carlos José Fadigas de Souza Filho (Termo de Depoimento n. 9), Marcelo Bahia Odebrecht (Termo de Depoimento n. 30), Cláudio Melo Filho (Termos de Depoimento n. 16 e 17), Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho (Termo de Depoimento n. 8), André Vital Pessoa de Melo
(Termo de Depoimento n. 1) e Benedicto Barbosa da Silva Júnior (Termo de Depoimento n. 60). Segundo o Ministério Público, os colaboradores relatam a ocorrência de pagamento de vantagens indevidas, no valor de US$ 12.000.000,00 (doze milhões de dólares), a pretexto de contribuição à campanha eleitoral, em favor do então Governador do Estado da Bahia Jacques Wagner. Tais pagamentos teriam sido motivados pela concessão de benefícios fiscais associados ao
ICMS que teriam favorecido o Grupo Odebrecht.

Narra-se ainda que, em 2010, o então Governador do Estado da Bahia Jacques Wagner teria recebido, a título de presente, um relógio no valor de US$ 20.000,00 (vinte mil dólares). Ainda, no contexto das eleições do ano de 2014, o grupo teria repassado a Jacques Wagner, também a pretexto de contribuição eleitoral, R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais), valores devidos em razão de dívida da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (CERB). Afirmando que não existe menção a crimes praticados por autoridades detentoras de foro por prerrogativa de função nesta Corte, requer o Procurador-Geral da República o reconhecimento da incompetência do Supremo Tribunal Federal para a apuração dos fatos, enviando-se os citados termos à Procuradoria da República na Bahia. Postula, por fim, “o levantamento do sigilo dos termo aqui referidos, uma vez que não mais subsistem motivos para tanto” (fl. 6)
_____________
__________

Postar um comentário

Todas as notícias

Siga no Facebook

MKRdezign

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget