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Gilmar Mendes diz nos EUA que sem a Lava Jato, o Brasil inteiro ficaria igual ao Rio de Janeiro: pura bandidagem



O presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, rasgou o verbo durante sua participação em um evento nos Estados Unidos nesta sexta-feita, ao falar da importância da Operação Lava Jato para o Brasil.

O ministro fez duras críticas a situação calamitosa do estado do Rio de Janeiro, entregue ao crime organizado e a bandidagem na política ao afirmar que "sem as ações da Lava Jato, o Brasil será o Rio de Janeiro amanhã".

"Acho que nem precisa descrever: milícias, tráfico de drogas e agora tudo isso que está acontecendo, envolvendo todos os poderes: Legislativo, Executivo, Tribunal de Contas, tudo mais. Se não houver interrupção neste processo, o Brasil será amanhã o grande Rio de Janeiro. O Rio é um retrato na parede. Como dói", afirmou o ministro.

Gilmar Mendes chamou a atenção ainda para o risco do país cair nas mãos do crime organizado, caso não ocorra uma reforma política que possa entrar em vigor já nas próximas eleições presidenciais:

"Vamos para a eleição de 2018, que é uma eleição grande, sem modelo específico. Só com doação das pessoas físicas, que no Brasil não tem tradição, e muito provavelmente vamos ficar entregues ao crime organizado, a pessoas que já trabalham no ilícito ou a algumas organizações que têm modo próprio de financiamento (igrejas) coisas assim", disse o ministro. "Corremos o risco de ter uma eleição muito distorcida", completou em sua fala no evento no MIT (Massachusetts Institute of Technology), em Cambridge, nos Estados Unidos.

Ao afirmar que "vamos ficar entregues ao crime organizado, a pessoas que já trabalham no ilícito", Gilmar Mendes pode ter feito uma referência ao que já havia dito sobre o PT no passado, quando afirmou que o partido possui mais bilhões de dólares no exterior e que teria dinheiro para financiar campanhas até 2030.

O ministro falou ainda sobre o escândalo do uso de propina na campanha da ex-presidente Dilma Rousseff e afirmou que o resultado do processo no TSE será "histórico independente do resultado", porque ajudará o país a entender "como foram feitas as campanhas no Brasil, em especial a de 2014".

"Puxamos um fio e veio um elefante", disse o presidente do TSE, destacando a descoberta "não só de um caixa dois, como de um caixa dois maior do que o caixa um declarado". Ele afirmou que o julgamento deverá ser retomado em maio, após o fim das diligências.

"É um momento grave, um momento sério. É talvez a decisão mais grave com a qual se defrontou o tribunal, senão a mais grave de sua história, e o tribunal terá que ter noção de suas responsabilidades", ponderou.

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