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Dilma usou Marcelo Odebrecht e depois tentou se livrar do empresário que estava prestes a ser preso

Na foto acima, Dilma aparece brincando com três presos na Lava Jato: Marcelo Odebrecht, Alexandrino Alencar e Ricardo Pessoa

Por mais que tenha sido comedido em seus depoimentos, fica bastante claro que o empresário usou de pequenas sutilezas para sepultar Dilma definitivamente na Lava Jato. Entre os documentos e provas apresentados à Justiça para corroborar seus depoimentos, o executivo incluiu um recado que mandou para a petista quando percebeu que poderia ser preso. Em um bilhete que fez chegar as mãos de Dilma, Marcelo ameaçava: "Ou ela, ou eu".

Mas por qual motivo o empresário precisou recorrer ao governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) para falar com Dilma se ele tinha trânsito livre nos Palácios do Planalto e Alvorada? A resposta é óbvia e bastante embaraçosa: Dilma estava evitando Marcelo Odebrecht, pois sabia que suas iniciativas de tentar interferir na Lava Jato haviam fracassado e que o príncipe dos empreiteiros seria preso de qualquer jeito.

Revoltado, o executivo fez questão de deixar claro para Dilma que os dois corriam riscos com a contaminação da campanha da petista com remessas ilegais de dinheiro ao exterior. A "contaminação" que Marcelo se referia foram as remessas de propina para contas do marqueteiro de Dilma, João Santana, para contas na suíça. Além deste fato, Marcelo fez chegar as mãos de Dilma documentos que demonstravam o caixa dois em sua campanha de 2014. O objetivo seria demonstrar que a petista não estava blindada na crise de corrupção que se instalou em seu governo e pressioná-la a tomar providências para que a Lava Jato não chegasse até ele.

Por fim, Marcelo Odebrecht acabou sendo preso e continuou ameaçando Dilma para que ela tomasse logo suas providências para tirá-lo da prisão. A pressão acabou levando a ex-presidente a se descuidar. Em delação premiada, Diogo Ferreira, ex-chefe de gabinete do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), confirmou a ofensiva de Dilma tentar interferir na Lava Jato através da nomeação do desembargador Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça.

O auxiliar de Delcídio confirmou os fatos revelados na delação do senador petista e disse que o parlamentar relatou a ele conversas com a presidente Dilma Rousseff na qual a petista pediu “compromisso de alinhamento” de Navarro com o governo e citou o caso do presidente da Odebrecht preso preventivamente pelo juiz Sérgio Moro, Marcelo Odebrecht.

Como Dilma não conseguiu livrar Marcelo Odebrecht, ele teve que dar seu próprio jeito firmando um acordo de redução de pena com a Justiça. O empresário guardou todos os documentos que comprovam a relação criminosa com a ex-presidente e promete afundar Dilma cada vez mais na Lava Jato nos próximos dia. É bom que ela não volte a lhe chamar de mentiroso, como fez no auge do desespero após o levantamento dos sigilos das delações da Odebrecht, determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, há uma semana. 
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