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Corre corre e confusão no PT. Divididos, petistas temem suicídio político ao defender Lula e arrumam as malas



A situação no PT ficou completamente deteriorada após uma sequência devastadora de depoimentos divulgados neste mês de abril. Enquanto a direção do partido ainda avaliava os impactos das delações dos 77 executivos da Odebrecht, que comprometeram profundamente os ex-presidentes Lula e Dilma em esquemas de corrupção, surgem os depoimentos do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro e do ex-ministro petista Antonio Palocci. Segundo fontes do partido, em termos de denúncias, estas foram as piores semanas para a legenda, desde o início da Operação Lava Jato.

O clima não é nada agradável nos corredores do partido. As comunicações internar entre diretórios descrevem uma confusão ainda maior envolvendo filiados que pretende disputar as próximas eleições em 2018. Praticamente ninguém está disposto a se associar aos dois maiores líderes do partido. Lula e Dilma deverão enfrentar problemas cada vez mais críticos com a Justiça nos próximos meses e será impossível conter o desgaste perante a opinião pública.

Os dirigentes do partido estão implorando para que seus filiados "aguentem um pouco mais" e não deixem o PT num momento tão crítico de sua história. O coro dos descontentes, no entanto, é bem mais barulhento. "Abrir mão de um futuro político em nome de defuntos como Lula e Dilma é inaceitável" diz um interlocutor de um grupo de políticos que já anunciou que vai se desfiliar do partido. O grupo é formado por vereadores, deputados federais e estaduais e prefeitos de todo o Brasil.

"Em 2018, o PT vai se tornar um partido nanico", prevê um dirigente estadual. Segundo o petista, oito senadores terminam seus mandatos e dificilmente irão conseguir se reeleger, caso escapem dos processo que pesam contra eles. A saída de pelo menos 30 deputados federais também é tida como certa e entre os cerca de 20 parlamentares que pretendem disputar a reeleição pelo PT, menos da metade vai conseguir se manter na Câmara dos Deputados. "Se a situação já está difícil agora, imagine se o Lula for preso?"

"Não adianta divulgar pesquisas que mostram o Lula com 20%, 30%. Isto só serve para iludir o pessoal preso em Curitiba, para que mantenham a boca fechada. Nem isso está adiantando, pelo visto. O Palocci já escancarou os esquemas de caixa 2 para o Brasil e se ofereceu para fazer acordo de delação", diz um outro membro do partido que não quis se identificar, mas deu a entender que as últimas pesquisas eleitorais podem ter sido compradas com um propósito bastante claro.

O Estadão publicou hoje que os úmeros do Processo de Eleição Direta (PED) do PT realizado no dia 9 em todo o Brasil mostram em 1.120 cidades não conseguiram organizar nem sequer uma chapa de 20 filiados para compor o diretório municipal. Nesses municípios, os diretórios serão substituídos por comissões provisórias. Entre eles estão cidades importantes como Uberlândia, governada pelo PT até 2016 e segunda maior cidade de Minas Gerais.

“Essa queda reflete uma situação em que o partido perde com a saída de prefeitos e vereadores em função dos ataques que sofremos”, disse o secretário nacional de Formação Política, Carlos Árabe, representante da corrente Mensagem.
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