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Com um advogado desse, Lula não precisa de inimigo. Em pânico com revelações de Léo Pinheiro, Zanin condenou o cliente



A defesa do ex-presidente Lula ficou completamente atônita diante das revelações feitas pelo ex-presidente da OAS Léo Pinheiro ao juiz Sérgio Moro sobre os repasses de propina ao petista, incluindo o triplex no Guarujá, além de reformas no apartamento e no sítio em Atibaia.

Apavorado com os relatos da principal testemunha da ação penal, o advogado de Lula tentou evitar que leite fosse inteiramente derramado na audiência e buscou uma saída desesperada para explorar uma alternativa na linha de defesa de seu cliente:

Diante do relato matador de Léo Pinheiro, que confirmou ao juiz Sérgio Moro que o triplex no Guarujá pertence ao ex-presidente Lula,  Cristiano Zanin Martins tentou uma nova abordagem para o caso:

Cristiano Zanin Martins - “O sr. entende que deu a propriedade do apartamento para o presidente?” Zanin tentou induzir Léo Pinheiro ao erro, numa clara tentativa de desvincular o triplex de Lula de contrapartidas da OAS por ter obtido contratos favoráveis com a Petrobras, algo que caracteriza crime de corrupção e lavagem de dinheiro.

Léo Pinheiro - "Não. O apartamento era do presidente Lula. Desde o dia que me passaram para estudar os empreendimentos da Bancoop já foi me dito que era do presidente Lula e sua família e que eu não comercializasse e tratasse aquilo como propriedade do presidente”, afirmou o empreiteiro, que confirmou no mesmo depoimento que o valor do imóvel foi abatido nos R$ 15 milhões de uma conta de propina de Lula e do PT na empreiteira.

Tudo que o atrapalhado advogado de Lula queria era ouvir da boca de Léo Pinheiro que o triplex foi um presente ao seu cliente, mas acabou provocando uma resposta devastadora do empreiteiro.

Em outro momento do depoimento, Cristiano Zanin tentou explorar uma linha de defesa que contradiz sua própria atuação ao questionar o empreiteiro se havia algum pertence do ex-presidente no triplex no Guarujá, no Edifício Solaris. A ideia do advogado era alegar que caso não houvesse nenhum objeto pertencente a Lula no imóvel, tal situação caracterizaria que Lula não era o dono do triplex.

O problema é que foram encontrados milhares de pertences de Lula e de dona Maria Letícia, falecida em fevereiro, no sítio em Atibaia e Zanin havia alegado que tal fato não comprovava que Lula era o dono do sítio.

As contradições e embaraços do advogado de Lula, genro de seu compadre e também advogado Roberto Teixeira, acabaram de sepultar o petista nesta ação penal sobre o triplex no Guarujá. Seu nervosismo com as revelações de Léo Pinheiro ao juiz Sérgio Moro acabaram tirando de Zanin o bom senso de ficar calado para não complicar mais a vida de seu cliente.

Roberto Teixeira, amigo e compadre e advogado de Lula, é sogro de Cristiano Zanin Martins e réu na Lava Jato. Com advogados como estes, Lula não precisa de inimigos. A atuação desastrosa de Zanin durante o depoimento de Léo Pinheiro complicou a vida do ex-presidente, mas facilitou bastante o trabalho do juiz Sérgio Moro.

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