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Carne no Brasil era para custar 35% menos, não fosse a atuação predatória da JBS-Friboi



O preço da carne no mercado interno deveria estar entre 30% e 35% menor, não fosse a ação predatória do Grupo JBS-Friboi em todo o Brasil ao longo dos últimos dez anos. Esta denúncia já foi feita por Sindicatos dos Trabalhadores na Indústria de Carnes e Laticínios de todo o país, inclusive com o encaminhamento de várias denúncias ao Ministério Público.

Em várias unidades do país, os trabalhadores se queixam sobre condições de trabalho precária e exploração da mão de obra remanescente dos frigoríficos absorvidos pelo Grupo. A situação atingiu níveis críticos no norte do país entre os anos de 2005 e 2013, quando a empresa deu início a aquisição de vários frigoríficos pequenos. A empresa adquiriu várias empresas do setor com o simples objetivo de fechá-los. Entre aqueles que resistem ao assédio, o Grupo JBS tem agido de forma "predatória", provocando a quebra de frigoríficos de menor porte.

As denuncias de que a expansão do Grupo JBS piorou as relações de trabalho e comercialização de proteína animal ocorreram em diversas regiões do país. Segundo os sindicatos e pequenos produtores, o grupo age para fragilizar o setor nas regiões em que atua, e assim consegue monopolizar o comércio de carnes, elevando o preço final para o consumidor. As denúncias ocorrem desde o ano de 2007, quando o grupo passou a contar com recursos camaradas do BNDES obtidos junto ao governo do ex-presidente Lula.

"A Friboi usou o dinheiro do contribuinte para prejudicar o próprio contribuinte, que paga hoje algo entre 30% e 35% mais caro pela carne que consome, levando em consideração o preço praticado por pequenos frigoríficos que ainda não foram sugados pela JBS", diz um pecuarista da região norte do Pará.

Política machista

Os sindicatos em vários locais do país também reclamam da "política machista" da empresa, onde as mulheres, que representam cerca de 70% da mão de obra em frigoríficos no Estado, têm salários inferiores aos dos homens exercendo a mesma função.

“O salário obedece a uma classificação que vai de C até A, mas não se sabe ao certo quais são os critérios. Até hoje, nenhuma mulher chegou ao patamar máximo, nem foi contemplada com algum prêmio por produção, ainda que haja muitas que mereçam isso”, explicou o presidente do Sintracal, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Carnes e Laticínios do Estado de Mato Grosso, Luiz Cardozo.

Monopólio

Os sindicalistas temem que a expansão da JBS leve ao monopólio da comercialização da carne, o que traria prejuízo para pecuaristas, trabalhadores, consumidores e para a economia do Estado.

“Eles querem o lucro em cima da desgraça do pecuarista e do suor do trabalhador. Estão preocupados é com o consumo externo, e não com quem ganha  salário”, disse o secretário-geral da entidade, César Rolim.

Segundo ele, a JBS também vem descumprindo um acordo assinado em 2007, no qual se comprometeu a não comprar gado de fazendas onde havia prática de trabalho escravo.
“Eles ainda manipulam, cerceiam informações, pressionam trabalhadores para que não participem do sindicato, não se informem”, completou Rolim.

Logo após a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, o Ibama deflagrou a Operação batizada de "Carne Fria" do Ibama interditou no último 23 de março, frigoríficos de toda a região oeste do Pará que compram gado de áreas embargadas por desmatamento ilegal. Dentre os frigoríficos, estavam as unidades de Redenção e Santana do Araguaia, no Pará, pertencentes à JBS, a maior empresa do ramo, dona das marcas Friboi, Seara e Swift.

Considerando que os donos do grupo JBS-Friboi estão envolvidos em esquemas de corrupção na Caixa Econômica, investigados por outros crimes financeiros pela Polícia Federal, denunciados por exploração de mão de obra feminina, envolvidos com a degradação do meio ambiente, violar os direitos do trabalhador, inclusive limitando o tempo que o funcionário tem para beber água, fica difícil acreditar que exista algo de positivo vindo dessa gente.

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