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A soma de todos os medos. Acordo de delação de Palocci representa o ponto final na história de Lula e do PT



Os destinos do ex-presidente Lula e do PT estão prestes a serem selados de forma trágica. Pela primeira vez, a Lava Jato se aproxima de um feito só comparável ao acordo de delação do gigante Odebrecht. Após fazer com que o Grupo empresarial mais corrupto do país se curvasse diante das evidências levantadas pela maior investigação sobre corrupção da história do Brasil, a Lava Jato caminha para firmar um acordo histórico: o acordo de delação do primeiro integrante do núcleo duro do PT.

Após se oferecer para ajudar o juiz Sérgio Moro e a Lava Jato, o ex-ministro dos governos Lula e Dilma Antonio Palocci contratou o advogado Adriano Bretas para negociar uma delação premiada com o Ministério Público Federal.

A delação de Antonio Palocci tem um potencial tão devastador que o próprio Lula e os integrantes do PT preferem nem comentar. Como fundador do partido e membro da alta cúpula do PT, as revelações de Palocci tem o poder de destruir 37 anos de discursos do partido e de seus integrantes. Não se trata de derrubar uma narrativa, uma ala do partido ou um discurso isolado, mas sim, jogar por terra tudo aquilo que a legenda se propôs a representar perante os militantes e a sociedade.

Palocci já fez isso perante o juiz Moro numa pequena demonstração de seu poder de fogo. O ex-ministro reconheceu que os políticos do PT sempre se elegeram com dinheiro roubado do povo. Esta mesma afirmação inserida num contexto de uma delação premiada e homologada pelo Supremo Tribunal Federal pode custar o registro do partido e até mesmo os mandatos de vários políticos da legenda.

Palocci fez parte da articulação de praticamente todos os esquemas de corrupção do PT desde a chegada do partido ao poder com Lula em 2003. O ex-ministro foi o responsável pela gestão da conta de Lula no banco de propina da Odebrecht e gerenciou recursos ilícitos para as campanhas dos dois ex-presidentes do partido em quatro eleições presidenciais. O estrago que uma delação de Palocci promete causar no PT tem tirado o sono de praticamente todos os dirigentes e políticos do partido.

O ex-presidente Lula é um deles. Fingindo demonstrar tranquilidade, como sempre faz diante de ameças, o petista afirmou não ter nenhuma preocupação quanto a possibilidade de Palocci firmar um acordo de delação premiada.

Durante entrevistas ao SBT, Lula tratou logo de fazer um afago no ex-ministro e destacou que Palocci é seu “amigo, fundador do PT e uma das maiores inteligências políticas do Brasil”.

— Não tenho nenhuma preocupação com a delação do Palocci, afirmou Lula com pouca convicção.

Acuado com a enxurrada de delações que o incriminam diretamente e diante desta nova ameaça, Lula já ensaia uma nova narrativa para justificar o injustificável e passou a acusar o Ministério Público Federal de torturar os delatores para que o denunciem.

— Alguém para ser preso tem que ter cometido um crime. Temos que levar em conta a situação em que o Léo (Pinheiro, ex-presidente da OAS) deu o seu depoimento. Todo mundo já deu que o Léo vem há dois anos sendo pressionado para citar o meu nome. O cara está condenado a 26 anos de cadeia. Desse jeito, qualquer um entrega até a mãe, disse Lula em mais de uma oportunidade.

Já sobre as confissões do ex-patrão Emílio Odebrecht e de seu filho Marcelo, Lula foi mais cautelosos e classificou de “surreal” a confirmação do príncipe dos empreiteiros sobre sua conta corrente no banco de propinas da Odebrecht:

— Estou cansado de brincadeira com meu nome, estou cansado de achincalhamento.
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