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37 anos de discursos do PT viram lixo. Fundador e membro da alta cúpula do partido, Palocci impõe duro castigo a Lula



O ex-presidente Lula e os dirigentes do partido foram duramente impactados com a oferta de delação proposta pelo ex-ministro Antonio Palocci diretamente ao juiz Sérgio Moro durante sua oitiva na semana passada. Petistas de várias correntes do partido tentaram minimizar o fato e até mesmo Lula fez questão de realçar a importância de Palocci como membro do partido e como amigo pessoal, dizendo não acreditar que o ex-ministro seria capaz de firmar um acordo de delação com o ministério Público Federal.

Esta semana, Palocci deu o primeiro passo na direção de um acordo devastador para Lula e para o PT ao contratar um escritório de advogados especializados em acordos de delação. O silêncio sepulcral no PT foi um sinal de que o partido teme um estrago sem precedentes num futuro próximo. O ex-presidente Lula também reconheceu que uma delação de Palocci tem o potencial de comprometer muita gente, menos ele.

O "menos eu" de Lula foi praticamente um apelo, um sinal para que Palocci procurasse poupá-lo ao máximo em sua delação. Mas foi também uma confissão. Se Lula afirmou que a delação do ex-companheiro tem o potencial de fazer muitos estragos, significa que ele sabe que Palocci esteve pessoalmente envolvido em atividades criminosas que comprometem muita gente. O "menos eu" que não convenceu.

Palocci já afirmou aos procuradores da Lava Jato que se errou ao longo dos últimos anos, o fez por ter recebido ordem do "chefe". Esta era a forma com que o ex-ministro costumava se referir a Lula durante sua vida partidária. O temor dos integrantes do PT, do mais baixo ao mais alto escalão, é que Palocci não é um neófito no partido. Ainda estudante, militou na Libelu, corrente trotskista de extrema esquerda. Participou da fundação do PT em 1980. O ex-ministro, que se formou em medicina,  integrou desde cedo o Campo Majoritário, a corrente que comandou o partido por décadas da qual faziam parte  o ex-presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu.

Primeiro integrante do "núcleo duro" do PT a sinalizar com esta possibilidade, Palocci afirmou a Moro que pode fornecer tantas informações para a Lava-Jato, que podem gerar "mais um ano de trabalho" para a força-tarefa baseada em Curitiba.

Depois de afirmar em audiência que sabia da existência de caixa 2,  o ex-ministro chamou os petistas que negam a prática do crime de hipócritas e disse ao juiz que, quando ele quiser, pode apresentar as provas sobre a conduta criminosa dos membros da legenda. Na prática, Palocci já jogou na lata do lixo os 37 anos de narrativas do PT sobre combate a corrupção, as críticas contra a elite podre e a tentativa de se diferenciar dos demais partidos de direita. Ao reconhecer que os integrantes do PT sempre se elegeram com dinheiro roubado dos cofres públicos, Palocci, que tem prerrogativas para tal, aniquilou os discursos dos petistas, a quem classificou como hipócritas.

- Apresento todos os fatos com nomes, endereços e operações realizadas. Posso lhe dar um caminho que vai lhe dar mais um ano de trabalho, que faz bem ao Brasil - disse Palocci, afirmando que seu acordo não seria de brincadeira, que mencionaria "nomes e situações" bem específicas.

Palocci disse ao juiz Sergio Moro que poderia repassar em sigilo informações "que vão ser certamente do interesse da Lava Jato" e elogiou a investigação conduzida pela força-tarefa baseada em Curitiba, exaltando a sua importância para o futuro do Brasil.

Familiarizado com os esquemas mais sórdidos do PT desde a fundação do partido, uma delação do ex-ministro tem o poder que sepultar todas as narrativas construídas pelo PT em sua história.




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