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Petista delatado pela Odebrecht defende enfrentar a sociedade para anistiar os alvos da Lava Jato




O PT cada vez mais vem assumindo um pensamento completamente oposto aos anseios da sociedade. O relator da reforma política na Câmara dos Deputados, Vicente Cândido (PT-SP) defendeu esta semana que o Congresso enfrente o desgaste de discutir anistia aos alvos da Operação Lava Jato como forma de "distensionar o país".

 "Enfrentar o desgaste" significa desafiar a opinião pública, que vê na Lava Jato justamente a solução para a eliminação dos quadros políticos corrompidos da atualidade. Mas muitos políticos, inclusive todos do PT, não se importam com a opinião da população e visam apenas preservas seus cargos, privilégios e tretas.

"Temos de ter pensamento estratégico. O que é melhor para a sociedade nesse momento? Até aprovar uma anistia, seja criminal, financeira, tudo isso é possível, não é novidade no mundo", afirma o petista sem o menor constrangimento em entrevista a Folha.

O voto em lista fechada é atualmente o sonho de consumo dos investigados na Lava Jato, pois esta proposta, na qual o eleitor não votaria no candidato, mas sim no partido, garante a manutenção do Congresso podre que está aí.

"Não tem outro caminho. ão tem muito o que inventar" , afirma o deputado sobre a proposta de eleição através da famigerada lista fechada.

Cândido diz que, se levasse o tema da anistia para a comissão, a discussão só seria essa. Mas afirma que o Parlamento é o palco "mais legítimo" para decidir o assunto, voltando a ignorar a opinião da sociedade, a maior interessada no assunto. A atual classe política não consegue mais entender a natureza sagrada do vínculo do voto com o mandato.

"Dentro de um contexto, de um novo pensamento, devia enfrentar, não sei se vai ter coragem. Um debate aberto, público, até para distensionar o país. O que temos de ter aqui é pensamento estratégico de nação. O que é melhor pra sociedade neste momento? Até aprovar uma anistia, seja criminal, financeira, tudo isso é possível, não é novidade no mundo."

O petista diz que a aprovação da nova lei de leniência, cuja comissão ele presidiu, seria um primeiro passo para poupar empreiteiras de responder por seus crimes durante a era PT de Lula e Dilma:

"Mudaria muito os paradigmas. Por exemplo, delação só com o réu solto, pena pesada para vazamento de informações, não repercussão penal dos acordos de leniência. Isso é um freio na Lava Jato? Não, mas você começa a colocar as coisas no seu devido lugar."

O Congresso avalia aprovar mudanças para dificultar condenações que tiveram base em delações. "Vale a palavra de um delator que, pressionado, intimidado, constrangido, fala um monte de coisa e você já vai lá condenando? Pressão da mídia, senso comum, clamor social, fica fácil condenar. Com desgaste ou sem desgaste, tem de enfrentar o debate."

O petista, assim como Lula, Dilma e os demais delatados, finge ignorar que não existe acordo de delação premiada baseado apenas em declarações do delator. Caso o implicado nos esquemas de corrupção não apresentasse provas concretas e robustas sobre suas confissões, jamais conseguiria um acordo junto ao Ministério Público Federal.

 O nome do deputado Vicente Cândido está na lista de pedidos de inquéritos enviadas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal. Os pedidos de inquéritos contra o deputado petista foram feitos com base em delações, e provas, fornecidas pelos executivos da Odebrecht em seu acordo de delação já homologado pela presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia.

Leia a entrevista do petista na Folha
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