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Pedidos de inquéritos da Lista de Janot devem afetar primeiro os que não possuem foro privilegiado



A delação dos 78 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht promete fazer um verdadeiro strike no mundo político e levar boa parte dos que não possuem foro privilegiado para a cadeia em pouco tempo. Entre as estrelas da lista de pedidos de inquérito enviada ao Supremo Tribunal Federal pelo  procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estão nada menos que dois ex-presidentes petistas, vários senadores e ministros e ex-ministros.

O ex-presidente Lula, que já é réu em cinco ações penais e alvo de outros três inquéritos na Lava Jato, encabeça a lista de novos pedidos de inquéritos formulada por Janot com base nas delações dos executivos da Odebrecht:

Marcelo Odebrecht, ex-presidente do Grupo Odebrecht, afirmou que empresa realizou pagamentos a Lula, inclusive em espécie. Também revelou que a a empresa manteve uma conta em nome de Lula com o objetivo de manter o petista influente depois da saída da Presidência. A conta seria gerenciada por Antônio Palocci.

Hilberto Mascarenhas, ex-diretor do Departamento de Operações Estruturadas, disse que o ex-presidente é o “amigo” na planilha da empreiteira. O codinome aparece relacionado ao valor de R$ 23 milhões.

Emílio Odebrecht, ex-presidente da empreiteira, afirmou que a Arena Corinthians foi um presente a Lula em retribuição a ajuda do ex-presidente entre 2003 e 2010. Nesse período, o faturamento da Odebrecht multiplicou-se por sete, de R$ 17,3 bilhões para R$ 132 bilhões.

Alexandrino Alencar, ex-diretor do grupo, disse que Odebrecht fez a reforma do sítio em Atibaia frequentado por Lula.

Três delatores (Marcelo Odebrecht, Alexandrino Alencar e Paulo Melo) relataram que a empresa comprou, em 2010, imóvel em SP para construção de nova sede do Instituto Lula. O empreendimento, contudo, não foi realizado.

A situação da ex-presidente Dilma Rousseff, que já é ré em uma ação penal no STF e que também não possui foro privilegiado, também não é das melhores:

Marcelo Odebrecht revelou ter doado R$ 150 milhões por meio de caixa dois para a campanha de Dilma em 2014. O empresário garantiu que ela sabia que o dinheiro que irrigava sua campanha era proveniente de caixa 2 (dinheiro roubado do povo) e que ela chegou a indicar“interlocutores” para gerenciar o fluxo de propina que abasteceu sua campanha.


O ex-ministro Antônio Palocci (PT), que já está preso em Curitiba, também foi delatado,

Marcelo Odebrecht afirmou que Palocci geria uma conta em nome do PT, onde foram depositados cerca de R$ 300 milhões entre 2008 e 2014. Posteriormente, a conta ficou sob a responsabilidade de Guido Mantega.

Fernando Sampaio Barbosa e Márcio Faria, ex-executivos, disseram que o ex-ministro é o “italiano” na planilha da empreiteira.

O ex-ministro Guido Mantega (PT), que chegou a ser preso pela Polícia Federal em São Paulo e solto no mesmo dia por determinação do juiz Sérgio Moro, também foi incriminado nas delações:

Marcelo Odebrecht contou que Mantega administrou, depois de Palocci, a conta do PT em que foram depositados cerca de R$ 300 milhões.


Nenhum dos citados acima possui foro privilegiado e seus processos devem ser remetidos para o juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância. 
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