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Mesmo com direitos políticos eventualmente cassados, Dilma joga a culpa em Lula e no PT por uso de propinas em sua campanha



Ao rebater o depoimento prestado pelo executivo Marcelo Odebrecht ao ministro Herman Benjamim, do Tribunal Superior Eleitoral, a ex-presidente Dilma Rousseff acabou jogando toda a responsabilidade sobre o uso de propina em sua campanha para o ex-presidente Lula e o PT.

Marcelo Odebrecht confirmou que informou a Dilma que todos os repasses para sua campanha eram negociados antes com o ex-presidente Lula e afirmou que a petista tinha conhecimento sobre os cerca de R$ 150 milhões de recursos ilícitos que irrigaram sua campanha.

Ainda segundo Marcelo Odebrecht, foi a própria Dilma que indicou o ex-ministro Guido Mantega para suceder o também ex-ministro Antonio Palocci no gerenciamento dos recursos repassados pela empreiteira à campanha da petista e ao PT.

Marcelo Odebrecht também confirmou a informação de que a ex-presidente Dilma Rousseff havia exigido que todos os recursos fossem repassados exclusivamente para o caixa de sua campanha em 2014, e não mais para o PT.

"Marcelo Odebrecht relata que, em 2014, teve uma conversa com Guido Mantega, que disse: "Marcelo, a orientação dela (Dilma) é que todos os recursos de vocês vão para a campanha dela. Você não vai mais doar para o PT, você só vai doar para a campanha dela, basicamente paras as necessidades da campanha dela: João Santana, Edinho Silva ou esses partidos da coligação.", publicou o site O Antagonista, que teve acesso exclusivo ao depoimento do empreiteiro ao TSE.

Ao afirmar por meio de nota que nunca teve nenhum tipo de relação com Marcelo Odebrecht, a petista tenta jogar toda a responsabilidade sobre os crimes de lavagem de dinheiro no ex-presidente Lula e no PT, todos igualmente mencionados no depoimento do ex-presidente da Odebrecht. Dilma se reuniu com Marcelo Odebrecht por mais de 100 vezes ao longo de seu mandato.

O executivo confirmou ao ministro Herman Benjamim que alertou Dilma sobre a contaminação de sua campanha com recursos de caixa 2 repassados ao seu marqueteiro João Santana no exterior. Na ocasião, o executivo informou à então presidente que estava preocupado com a possibilidade da Lava Jato descobrir o esquema.

As provas entregues pelos executivos da Odebrecht ao TSE comprometem Dilma de forma irresistível. A ação contra a petista deve culminar não apenas na cassação de seus direitos políticos, como já admitiram alguns ministros, mas também lhe custar alguns processos na justiça comum.

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