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Lava Jato estava certa sobre esquema de Lula e PT na cervejaria Itaipava, admite Marcelo Odebrecht



O depoimento prestado pelo executivo Marcelo Odebrecht à Justiça Eleitoral esta semana é surpreendente em dois sentidos. Se por um lado, as confissões do príncipe dos empreiteiros sobre seus esquemas de corrupção com os ex-presidentes Lula e Dilma chocaram o país, por outro mostraram a acuidade das investigações da Operação Lava Jato.

Não é por acaso que a força-tarefa baseada em Curitiba conta com os maiores especialistas do mundo em crimes de lavagem de dinheiro. O elenco de especialistas da Lava Jato inclui o próprio juiz federal Sérgio Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol, ambos reconhecidos internacionalmente pela capacidade técnica acima dos padrões, quando se trata de seguir dinheiro sujo.

A precisão dos responsáveis pela maior investigação sobre corrupção do país é atestada pelo próprio Marcelo Odebrecht, que em seu depoimento, reconheceu que usou a cervejaria Itaipava, do grupo Petrópolis para terceirizar repasses de propina ao PT.

Lula, Marcelo Odebrecht e dono da Cervejaria Petrópolis, Walter Faria, possuem uma relação de promiscuidade bastante conhecida pela Polícia Federal.  Em 13 de novembro de 2013, Faria enviou um e-mail para o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, sugerindo que Lula dissesse a seguinte frase durante a inauguração da unidade da cervejaria na Bahia: 'Não bebo muita cerveja, mais quando bebo é Itaipava'. Lula disse exatamente isso na cerimônia de inauguração da fábrica do grupo, em Alagoinhas, na Bahia, no dia 22.

Em outra mensagem descoberta pela PF, os organizadores do evento combinam que o deslocamento de Lula até a Bahia seria feito em um jato que pertence a Odebrecht e acertam que Emílio Odebrecht e seu filho, Marcelo Odebrecht, estaria também no voo. A empreiteira foi responsável pela construção da fábrica da cervejaria na Bahia. A revista Época publicou um artigo sobre a investigação de um empréstimo suspeito de R$ 375 milhões do Banco do Nordeste à Itaipava em 2014  e usou a mesma foto que ilustra esta matéria. Estranhamente, a publicação cortou a imagem de Emílio Odebrecht. Confira clicando AQUI

A Cervejaria Petrópolis pagou R$ 1,5 milhão para a empresa do ex-presidente, por três palestras. Os eventos eram inaugurações de fábricas da cervejaria. O depoimento de Marcelo Odebrecht comprova a eficácia das investigações da Lava Jato e corrobora as delações de outros executivos do grupo de que a Itaipava foi usada para intermediar repasses de propina para Lula, para o PT e para as campanhas de Dilma.

A Polícia Federal descobriu que o esquema envolvendo Odebrecht e Itaipava movimentou em um paraíso fiscal a soma de R$ 117 milhões.

A empresa usou artifícios de lavagem de dinheiro para doar legalmente cerca de R$ 17,5 milhões para a campanha de Dilma em 2014. Benedicto Junior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, confirmou que o esquema era uma espécie de caixa dois "travestido" de caixa um, durante seu depoimento à Justiça Eleitoral nesta quinta-feira, 02.

Os depoimentos dos dois executivos do grupo confirmam que Itaipava foi usada pelo PT e pela Odebrecht para mascarar repasses de propina da empreiteira para Lula, Dilma e o PT. 
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