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Emílio Odebrecht reconhece "com certeza Palocci era identificado como 'italiano'" que administrava propinas de Lula



A defesa do ex-presidente Lula tentou comemorar no final da tarde desta segunda-feira (13), a possibilidade do empresário Emílio Odebrecht não ter implicado diretamente o ex-ministro Antonio Palocci em seu depoimento ao juiz Sérgio Moro.

Embora o empresário tenha afirmado que jamais tratou de pagamentos ilícitos com Antonio Palocci, o empresário afirmou que "não tem dúvidas" de que ele pode ter sido um dos operadores do PT e recebido recursos em favor do partido.

Emílio depôs como testemunha de defesa na ação da Operação Lava Jato em que seu filho, Marcelo Odebrecht, é acusado de pagar propinas ao ex-ministro. Este caso não tem qualquer relação com os processos que pesam contra o ex-presidente Lula na Lava Jato. Logo, é natural que o juiz Sérgio Moro não tenha levantado nenhuma questão envolvendo o ex-presidente.

De qualquer forma, o estrago já foi feito. Emílio Odebrecht reconheceu que o sistema de doações "não contabilizadas" de empresas a partidos políticos. "Eu sabia que existia, exatamente, o uso de recursos não contabilizados [por parte do grupo Odebrecht]. Sempre foi um modelo reinante no país." Segundo ele, essas práticas funcionaram até recentemente, por volta de 2014 e 2015.

Emílio disse que sabia da existência de um responsável pelos pagamentos dentro da Odebrecht, mas ao contrário de seu filho Marcelo Odebrecht, se negou conhecer o "Setor de Operações Estruturadas", o "departamento de propinas", denominado assim pelo Ministério Público Federal (MPF).

Reticente e tentando se expressar por meias palavras, Emílio Odebrecht balançou a afirmar que não saberia dizer, com certeza, se o codinome "italiano" nas planilhas de pagamentos de propina se referia a Palocci. Por fim, o empresário acabou admitindo que "italiano" poderia, sim, ser o ex-ministro.
"Existem muitos apelidos na organização, eu seria leviano. (...) Não sei dizer se efetivamente era o doutor Palocci, mas com certeza ele também era identificado como 'italiano'", afirmou Emílio, que deu a senha sobre Lula por tabela ao juiz Sérgio Moro.

O "Italiano" gerenciou cerca de R$ 128 milhões em propina no esquema de repasses da Odebrecht para o PT. Deste dinheiro, Palocci se encarregou de repassar R$ 23 milhões para a conta "Amigo", identificado por executivos do grupo como sendo o ex-presidente Lula.

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