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Dilma estava prontinha para depor a favor de Marcelo Odebrecht, mas foi dispensada pelo empresário. Isto significa que...



A ex-presidente Dilma Rousseff ficou bastante abalada com a notícia de que o executivo Marcelo Odebrecht desistiu de sua participação como sua testemunha de defesa em uma das ações na qual o executivo é réu na Lava Jato. O depoimento da petista estava previsto para a próxima sexta-feira (24), mas os advogados de Marcelo comunicaram a desistência ao juiz Sérgio Moro na sexta-feira passada (17).

A defesa do executivo, que fez delação premiada e deve deixar a prisão no final do ano, não informou os motivos que levaram a desistir da ex-presidente como testemunha. Em janeiro, o empreiteiro já havia desistido de 15 testemunhas arroladas inicialmente, incluindo o ex-ministro Guido Mantega e a ex-presidente da Petrobras Graça Foster, todos denunciados pelo próprio Marcelo Odebrecht em seu acordo de delação.

Contar com Dilma como testemunha de defesa seria algo "não muito ético", já que a petista foi delatada não apenas pelo ex-presidente do Grupo, mas também por outros quatro executivos que também participaram do acordo homologado pela presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia.

A esta altura dos acontecimentos, o depoimento de Dilma já não atendia mais aos interesses nem de Marcelo odebrecht nem do grupo empresarial. O executivo confirmou ao ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Herman Benjamim, fatos comprometedores que constam em sua delação, que ainda está sob sigilo.

Na ocasião de seu depoimento ao TSE, Marcelo afirmou que 4/5 dos recursos destinados pela empresa para a campanha de Dilma  tiveram como origem o caixa 2. Segundo relatos, Marcelo afirmou que a petista tinha conhecimento de todo o esquema de propina e dos pagamentos, também feitos por meio de caixa 2, ao então marqueteiro do PT, João Santana. A maior parte dos recursos destinados ao marqueteiro era feita em espécie. O executivo confirmou ainda que manteve mais de 100 encontros com Dilma para tratar de assuntos de interesse mútuos.

Segundo o empresário preso em Curitiba, o valor acertado para a campanha presidencial de Dilma foi de R$ 150 milhões, quase tudo em forma de propina. Deste total, de acordo com o executivo, R$ 50 milhões eram uma contrapartida à votação da Medida Provisória do Refis, encaminhada ao Congresso em 2009, e que beneficiou a Braskem, empresa controlada pela Odebrecht e que atua na área de química e petroquímica.
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