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Delação da Odebrecht é teatro absurdo. Não há como girar US$ 3,3 bilhões em propina sem acordar tudo com Lula e Dilma



Embora o ex-presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, tenha admitido que a ex-presidente Dilma Rousseff tinha conhecimento sobre o esquema de distribuição de propina que irrigou sua campanha, e que o ex-presidente Lula era beneficiário dos esquemas de propina da empreiteira, tudo isso é muito pouco e muito "superficial".

Basta analisar o que disse o ex-funcionário da empreiteira, Hilberto Mascarenhas nesta segunda (6) ao ministro Herman Benjamin, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Segundo o responsável pelo departamento de propina da Oderebcht, a empresa movimentou cerca de US$ 3,39 bilhões entre 2006 e 2014 em pagamentos ilícitos.

Como detentores absolutos do poder, responsáveis por projetos bilionários que beneficiaram a empreiteira e como principais interessados nos acordos envolvendo a compra de apoio para a base governista, é pouco provável que os ex-presidente Lula e Dilma não tivessem conhecimento de cada detalhe sobre a distribuição destes US$ 3,39 bilhões em propina. A distribuição de propina entre políticos fazia parte de um plano estratégico  dos chefe do poder executivo do PT e a Odebrecht era o instrumento usado para tirar dinheiro dos cofres públicos para comprar apoio político e financiar as campanhas dos candidatos do partido.

O executivo Marcelo Odebrecht confirmou que se reuniu com a ex-presidente Dilma Rousseff mais de 100 vezes. É provável que a petista não tenha se reunido nem com o ex-presidente Lula este tanto de vezes em toda a sua vida. Mas 100 encontros ainda é pouco para combinar a distribuição de US$ 3,39 bilhões. Em reais, são mais de R$ 10 bilhões. Seria preciso tratar da distribuição de pelo menos R$ 100 milhões a cada encontro. Dizer que Dilma e Lula tinham conhecimento sobre os esquemas de corrupção da empreiteira é muito pouco.

O chefe do departamento de propina da Odebrecht detalhou os valores movimentados a cada ano em que esteve no comando das operações "estruturadas". Os valores foram aumentando ao longo da segunda metade do governo de Lula e Dilma Rousseff, e só reduziram em 2014, depois de deflagrada a Lava Jato.

Hilberto Mascarenhas afirmou que seu departamento distribuiu em propina US$ 60 milhões em 2006; US$ 80 milhões em 2007; 120 milhões em 2008; US$ 260 milhões em 2009; US$ 420 milhões em 2010; 520 milhões em 2011; US$ 730 milhões em 2012; US$ 750 milhões em 2013; e US$ 450 milhões em 2014. Tudo com o avalo de Marcelo Odebrecht. Resta saber quais foram os critérios do empreiteiro para distribuir tanto dinheiro roubado e com quem acertava os detalhes sobre quem, quando, quanto e onde receberia sua parte de propina.

O pessoal da Odebrecht é tão bandido, que não há nem como comemorar suas delações. Em acordo de delação firmado com autoridades norte-americanas há três meses, a Odebrecht e uma de suas subsidiárias, a Braskem, admitiram ter pago mais de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 3,3 bilhões, em propina. De acordo com documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, representantes da Odebrecht confessaram o pagamento de propina de US$ 788 milhões, desde 2001, enquanto a Braskem admitiu ter pago aproximadamente US$ 250 milhões, entre 2016 e 2014. Agora se sabe que não foram 3,3 bilhões de reais, mas sim  3,1 bilhões de dólares, ou três vezes mais do que declararam. Mesmo assim, os valores podem ser bem mais altos que os declarados até o momento.

Marcelo Odebrecht chegou a dizer em seu depoimento ao ministro Herman Benjamim que ele era o bobo da corte do governo do PT^, mas pelo visto, o povo brasileiro é que é bobo da corte de Lula, Dilma e de Marcelo Odebrecht.
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