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Cármen Lúcia não quer reforma política nas mãos de um congresso mais podre que carne da Friboi e defende plebiscito



O Congresso Nacional, aos olhos da nação e também da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, não goza de boa reputação nestes dias de Lava Jato, delações e carne podre da Friboi. A ministra concedeu uma em entrevista à rádio CBN, na qual defendeu a realização de um referendo ou plebiscito para definir pontos da reforma política.

Cármen Lúcia afirmou que esse tipo de matéria precisa ser esclarecida ao povo, a quem caberia escolher o modelo ideal. Assim como o resto dos brasileiros, a presidente do STF também não confia nas manobras perpetradas pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que atuam de forma sincronizada com outros políticos nada confiáveis como Renan Calheiros, Edson Lobão e a turma do PT, que atuam para aprovar uma reforma política com alterações no sistema eleitoral que permitam que deputados passem a ser eleitos por meio de lista fechada.

O golpe consiste em mudar as regras do jogo para manter a mesma turma de canalhas no Congresso, pois os atuais políticos com mandato teria prioridade nas vagas de seus partidos. Com o voto em lista fechada, a tão sonhada renovação dos quadros políticos do Brasil se tornaria inviável.

“O sistema brasileiro precisa mesmo ser repensado, não tenho dúvida nenhuma. Mas a lista fechada e o financiamento fazem com que haja provavelmente pessoas que vão arvorar-se quase como donos, proprietários de partidos”, afirmou a presidente do Supremo.

Segundo Cármen Lúcia, “Esse tipo de matéria precisa de ser esclarecida ao povo, (precisa ser) dito exatamente o que significa - porque a maioria dos cidadãos, dos eleitores brasileiros, sequer sabe como é e quais as consequências de se votar numa lista aberta ou fechada de candidatos - e deixar que o povo escolha”.

“Talvez seja a hora de a gente cumprir o artigo 14 da Constituição. Afinal, o artigo 1º da Constituição estabelece que o povo é soberano, o povo é que é titular da soberania, logo ele é que deve decidir em última instância. O artigo 14 da Constituição de 1988 prevê esses mecanismos. Talvez já tenha passado da hora de a gente começar a adotá-los para que o povo se manifeste”, ressaltou a ministra.

Segundo a ministra, a consulta à população impõe uma educação cívica, no sentido de estabelecer claramente "quais são as bases de cada mudança que é feita". "Vota-se em quem, vota-se como, sistema de lista aberta ou fechada importa em que, como vai acontecer, e quais são as consequências, e isso seria oferecido ao povo em referendo ou plebiscito”,afirmou a presidente do STF.

Ao ser questionada sobre as movimentações no Congresso em torno de uma anistia ao caixa 2. Cármen Lúcia afirmou que "A apuração dos crimes está em curso, qualquer tentativa de obstaculizar medidas punitivas que são necessárias no caso de cometimento de crime não é bem-vinda evidentemente à sociedade, menos ainda à comunidade jurídica", observou.

A ministra respondeu ainda sobre a possibilidade do País ficar paralisado diante dos desdobramentos da nova “lista de Janot”, a presidente do STF afirmou que a política é imprescindível para que se viva numa sociedade civilizada.

“E por isso mesmo eu não acho que a paralisia seja própria de qualquer dinâmica social. Acho que política vai se reinventar sobre bases segundo as quais o cidadão na sua dignidade tem o direito de governo honesto”, avaliou.
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