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Blogueiro petista dá uma de macho na internet, ofende Moro, mas se borrou todo na frente do delegado, diz agente da PF



O blogueiro petista Eduardo Guimarães vivia dando uma de macho na internet e usava seu blog para ofender e ameaçar o juiz Sérgio Moro. Assim como milhares de fanáticos pelo PT, o sonho de Guimarães sempre foi ganhar um afago do ex-presidente Lula. O blogueiro dedicou mais de dez anos de sua vida para conseguir atrair a atenção e as verbas ilícitas do PT.

Para conseguir entrar para o "clube de blogueiros progressistas", um grupo de jornalistas de aluguel e militantes fanáticos conhecido na internet como "esgotosfera", Eduardo Guimarães metia o pé na jaca ao atacar a Lava Jato e o juiz Sérgio Moro, a quem já chamou de "psicopata". Assim como os demais blogueiros e jornalistas de aluguel, inclusive aqueles que receberam dinheiro roubado da Petrobras, Eduardo Guimarães nunca foi incomodado pela Polícia Federal.

Seu problemas começaram quando uma servidora da Receita Federal, a auditora fiscal Rosicler Veigel, teve acesso a medidas judiciais programadas pela PF contra o ex-presidente Lula e repassou a seu amante, Francisco José de Abreu Duarte. Este por sua vez, repassou as informações ao Blogueiro petista, que acabou se tornando alvo de um mandato de condução coercitiva expedido pelo juiz Sérgio Moro.

Ao determinar a condução coercitiva contra o blogueiro petista, Moro já sabia de todos os detalhes sobre o vazamento de informações privilegiadas ao ex-presidente Lula sobre a ação da PF contra ele no dia 04 de março de 2016.

Mas a investigação sobre o vazamento começou dentro da própria Lava Jato. Uma equipe de investigadores levantou informações sobre quais servidores tiveram acesso à decisão de quebra de sigilo de Lula entre 22 e 25 de fevereiro de 2016. O nome da servidora Rosicler apareceu em uma lista composta por 22 servidores, entre delegados, procuradores, assessores do Ministério Público e outros auditores fiscais.

A partir de filtros internos, a PF identificou que apenas dois servidores o viram os arquivos em fevereiro de 2016: Rosicler e Paulo Marcelo Pizorusso dos Santos, também auditor. Ao verificar as preferências políticas da servidora no Facebook, os investigadores encontraram várias curtidas em páginas ligadas ao PT, como publicações de Fernando Morais, o biógrafo oficial de Lula e companheiro do ex-presidente em viagens de jatinhos fretados pela Odebrecht. Foi deste modo que a servidora se tornou a principal suspeita pelo vazamento.

As curtidas da servidora em postagens em que Morais critica a Lava Jato e Moro foram anexados em seis páginas do pedido de busca e apreensão e de condução coercitiva da  auditora fiscal Rosicler Veigel. As mesmas medidas impostas a Rosicler foram aplicadas a Eduardo Guimarães, o blogueiro que antecipou em seu blog, em 26 fevereiro de 2016, a quebra do sigilo fiscal e a condução coercitiva de Lula.

O próprio Guimarães admitiu que, quando prestou depoimento na terça (21), ele foi informado pelos delegados da PF que já conheciam identidade de seus informantes: Rosicler Veigel e Francisco José de Abreu Duarte, que telefonou para ele para repassar as informações supostamente obtidas pela auditora. O blogueiro petista confirmou as informações.

Ao ser liberado pela Polícia Federal, o blogueiro começou a alimentar o rumor de que teria sido forçado a revelar as identidades de suas fontes, mas a verdade é que, diante dos delegados da PF, Guimarães se comportou feito uma moça e foi logo confirmando tudo que estava nos autos da investigação sobre sua participação no crime de obstrução de Justiça. Guimarães é alvo de um inquérito que corre sob sigilo na Lava Jato e ainda pode ser processado.

Leia aqui na Folha o passo a passo da Lava Jato para chegar aos vazadores da ação contra Lula.
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