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A casa caiu para Renan Calheiros. Relatório do Coaf flagrou saques em dinheiro em datas e valores relativos a propina



A situação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) erante a justiça acaba de se complicar. O nome do senador aparece em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que aponta que Renan fez dois saques em dinheiro vivo que totalizaram R$ 300 mil. Os valores e as datas batem com denúncias de recebimento de propina que pesam contra o senador em ações que correm contra ele no no Supremo Tribunal Federal, para onde o documento foi enviado.

O senador foi formalmente acusado de cometer os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em dezembro, pelo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que ofereceu ao STF denúncia contra Renan no âmbito da Lava Jato..

O senador foi denunciado pela Lava Jato, por ter recebido R$ 800 mil em propina por meio de doações da empreiteira Serveng. Em troca dos valores, Renan teria oferecido apoio político ao então diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, que mantinha a empreiteira em licitações da estatal.
Segundo o relatório do Coaf enviado ao STF, Renan efetuou o saque de R$ 100 mil em dinheiro vivo de sua conta no Banco do Brasil. A operação foi feita em Brasília. Em 30 de dezembro de 2014, Renan recebeu R$ 200 mil, às 10h46, da empresa Agropecuária Alagoas LTDA e efetuou saque de mesmo valor às 15h05. O saque foi feito em Maceió, terra natal do senador.

Caso seja condenado em qualquer uma das ações que pesam contra ele no STF, Renan pode ter o seu mandato cassado e perder imediatamente a prerrogativa de foro privilegiado. Assim como Cunha, deve durar pouco nas ruas, fora do manto protetor da impunidade. Todos viram como Moro foi rápido no gatilho.
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