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Quando mutilou o projeto das dez medidas, Rodrigo Maia não fez questão de conferir assinaturas



Quando comandou o ato vergonhoso que ficou nacionalmente conhecido como "O golpe da Madrugada", no qual mais de 300 parlamentares desfiguraram os projeto de iniciativa popular contra a corrupção, conhecido como o projeto das dez medidas, o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) não fez questão de conferir as assinaturas.

Além de mutilar completamente o pacote com as dez medidas de combate a corrupção, Maia e seus comandados acrescentaram novas medidas que visavam justamente dificultar o combate a corrupção, como a criminalização das atividades de juízes e de procuradores.

Duas semanas após o "Golpe da Madrugada" perpetrado por Maia e sua gangue, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luia Fux mandou que a Câmara dos Deputados recomeçasse do zero a análise do pacote das “10 medidas contra a corrupção”, que já havia sido sorrateiramente desfigurado, aprovado e submetido ao Senado.

Maia correu ao encontro de Fux para evitar maiores problemas e prometeu que daria andamento na votação do pacote na Câmara. Em seguida, Fux se comprometeu extinguir o processo no STF.

— O presidente da Câmara dos Deputados, mantendo a postura pública que se esperava dele, acaba de remeter um ofício dizendo que vai cumprir a decisão judicial. Como foi atendido o pedido, eu vou extinguir o processo, que atingiu o seu objetivo — disse Fux, logo após o acordo com Rodrigo Maia.

Mas como canalhas não costumam cumprir com suas palavras, Maia encontrou uma forma de atrasar ao máximo a votação do projeto na Câmara e decidiu mandar contar as cerca de 2.2 milhões de assinaturas de pessoas favoráveis ao projeto. Maia determinou que a Secretaria-Geral da Mesa (SGM) fará a checagem das assinaturas do projeto anticorrupção de forma “excepcional”. Depois da conferência formal pela SGM, o projeto será encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para tramitação.

Para mutilar o projeto anticorrupção proposto pela sociedade e legislar em causa própria, Maia e mais de 300 deputados sequer abriram os volumes com milhões de assinaturas do povo. Mas para adiar indefinidamente a votação, que deveria ter sido feita desde o início, o parlamentar sai com essa. Coisa de canalha. 
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