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PT é um partido tão corrupto que passa até recibo de propina. Delator do Grupo Schahin entregou provas na Lava Jato



O PT foi denunciado em mais um esquema de corrupção. Até aqui, nenhuma novidade. A população já perdeu a conta de quantas denúncias foram feitas contra integrantes do partido nas últimas vinte e quatro horas, que dirá nas últimas semanas, meses e anos.

Mas desta vez, tem novidade. O engenheiro José Antonio Marsilio Schwarz, ligado à empreiteira Schahin, afirmou em delação premiada na Operação Lava Jato ter pago R$ 200 mil em propina, em 2010, à campanha do ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira. Naquele ano, o petista concorria ao cargo de deputado federal pelo Rio Grande do Sul. Detalhe: Schwarz entregou à Lava Jato os recibos da propina. Isso mesmo. O PT é um partido tão corrupto e até bem pouco tempo tão confiante na impunidade, que até passava recibo dos esquemas de corrupção.

Paulo Ferreira é ninguém menos que o ex-tesoureiro do PT, que foi preso em 2016 na Operação Abismo, 31.ª fase da Lava Jato que investiga propinas em obras do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobrás (Cenpes). Ao depor perante o juiz Sérgio Moro, Ferreira admitiu com todas as letras que "É óbvio que o PT financiava campanhas com dinheiro roubado".

Em seu depoimento de 31 de janeiro, o delator ligado ao Grupo Schahin, o mesmo que liberou R$ 12 milhões em propina para o amigo de Lula, José Carlos Bumlai repassar ao PT, declarou que o ex-tesoureiro do partido, Paulo Ferreira, procurou a empresa em março de 2010 ‘pedindo contribuição paralela para sua campanha’. José Antonio Schwarz afirmou que, na ocasião, o petista pediu que o pagamento fosse feito ao escritório Oliveira Romano Sociedade de Advogados, do ex-vereador Alexandre Romano, o Chambinho, do PT.

“Sobre o modelo de pagamento proposto por Paulo Ferreira o declarante obteve a autorização de Milton Schahin e no mesmo dia, ou no dia seguinte, telefonou para Alexandre Romano e combinou de ir até o escritório dele para obter os dados a fim de efetuar o pagamento”, declarou o engenheiro da Schahin.

“Nessa reunião o declarante avisou que fariam o pagamento de doação para campanha política para deputado de Paulo Ferreira, tendo se estabelecido como se dariam os pagamentos; que não foi feito nenhum contrato com o escritório de Alexandre Romano, nem mesmo para simular prestação de serviços a pretexto de justificar os pagamentos; que Alexandre Romano de fato chegou a oferecer uma prestação de serviços mas o declarante não deu andamento a essa possibilidade.”
O delator relatou que foram emitidas 5 notas fiscais no valor de R$ 74.698,22 cada. “Foram realizados pagamentos apenas em relação às notas fiscais nº 054, 085 e 093, sendo que as de nº 065 e 077 foram canceladas”, afirmou o delator à Lava Jato.

Para quem não se lembra, Paulo Ferreira é marido da ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome no governo Dilma, Tereza Campello. O ilustre ex-tesoureiro do PT ficou famoso quando foi descoberto que ele bancava uma porta bandeira de escola de samba com dinheiro roubado da Petrobras.

Com informações do Estadão

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