\imprensa Viva
.

Petistas querem saber quem matou o PT. Se estava tudo indo tão bem, porque tudo acabou dando tão errado?



Estava tudo indo tão bem. O PT finalmente conseguia chegar ao poder, após quase vinte cinco anos desde a sua fundação e após o ex-presidente Lula ter amargado três derrotas consecutivas ao longo de 12 anos em campanha pelo Brasil com a tal da "Caravana da Esperança". Os petistas esperaram, esperaram e finalmente em 2002, Lula vence a eleição presidencial graças ao empurrãozinho de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.

Isto é um fato. Tanto é que logo que sua vitória foi anunciada pelo presidente do TSE, Lula desceu da suíte de um hotel na Avenida Paulista para falar com a imprensa pela primeira vez como presidente eleito. Pela ordem de seus agradecimentos, ficou perfeitamente clara a gratidão de Lula, que agradeceu primeiro a Deus (dizem que Lula é ateu), depois ao pessoal da Justiça Eleitoral e, na sequência, agradeceu a Fernando Henrique. Os eleitores, a militância e os companheiros de partido vieram só depois.

Lula tinha seus motivos para agradecer Fernando Henrique em primeiro lugar, considerando aqueles que intimamente respeitava. Amigo desde os anos 70, FHC sempre defendeu a alternância no poder como um dos requisitos fundamentais para a democracia. Durante a campanha eleitoral, não se envolveu e não promoveu o candidato de seu partido, José Serra, que obteve 38,73% contra 61,27% de Lula.

Mas esta não era a única gratidão de Lula para com FHC e o pacto implícito dos dois de promover a alternância no poder. Lula herdava um país com a economia estabilizada e plenamente inserida no conceito de economia global de livre mercado. Além de estabilizar a economia e ampliar a distribuição de renda com o fim da inflação, o governo de FHC consegui jogar milhões de brasileiros no mercado de consumo. Foram oito anos de economia estável e com crescimento razoável. Mas os fundamentos que permitiriam o desenvolvimento econômico do país já haviam sido todos estabelecidos.

Sem a inflação e com a estabilidade da moeda, as pessoas conseguiam comprar carros, imóveis e outros bens através de longos financiamentos. Este fenômeno acabou atraindo gigantes globais como a Toyota, Honda, Mitsubishi, Peugeot, Renault, Kia, Hyundai e praticamente todos os players da indústria automobilística mundial. Também vieram para o Brasil antes do governo Lula gigantes de outros setores, como a petroquímica, indústria farmacêutica, máquinas agrícolas, indústria eletrônica e redes de varejo. Empresas como a Samsung, LG, Motorola, Dell, HP, Wal Mart se instalaram no país entre 1995 e 2002. Foram cerca de 30 mil empresas, entre grandes e médias, que geraram cerca de 18 milhões de empregos diretos e indiretos. 90% deles durante os governos de Lula.

Logo que assumiu em 2003, Lula se autoproclamou o pai do milagre econômico no Brasil e passou a afirmar que antes dele chegar ao poder, ninguém sequer comia. Os petistas comemoravam o "sucesso" do governo Lula feito hienas histéricas, como se o petista tivesse algum mérito em tudo que acontecia de favorável ao país.


Lula e os petistas estavam seguros de que poderiam levar adiante o maior sonho do partido: governar o Brasil por 30 anos. Ao mesmo tempo em que se encarregava de aparelhar a máquina pública, Lula implantou uma verdadeira organização criminosa na Petrobras. Financiado por setores que não conseguiram bons contratos durante a era FHC, como o grupo Odebrecht, Lula organizou esquemas criminosos na Petrobras em troca de propina para financiar seu projeto de poder duradouro.

Com a expansão da indústria e do consumo no país e com o alto valor das commodities no mercado internacional, a arrecadação do governo batia recordes um após o outro. Quanto mais dinheiro nos cofres públicos, mais se podia roubar. E foi assim que Lula e o PT roubaram como se o mundo fosse acabar amanhã. Além dos cerca de R$ 10 bilhões recuperados pela Operação Lava Jato do esquema criminoso do PT com empresários corruptos, a Receita Federal anunciou esta semana que vai cobrar outros  R$ 15 bilhões de políticos, empreiteiras, estaleiros, operadores de propina e outros envolvidos no esquema de corrupção do PT de Lula e Dilma na Petrobrás, investigado na Operação Lava Jato.

A partir de seu segundo mandato, Lula e o PT se tornaram bem mais agressivos nos esquemas de corrupção. Apesar de ter escapado impune no esquema do mensalão, todos no PT ficaram profundamente ressentidos com as baixas sofridas durante a investigação do esquema de corrupção comandado por José Dirceu e outros membros ilustres do partido.

Naquela época, o esquema de corrupção na Petrobras funcionava a todo vapor. Mas Lula e o PT queriam mais. Para aumentar o tamanho do 'queijo" e, consequentemente o tamanho das migalhas levadas pelos ratos, Lula e o PT resolveram investir tudo na propaganda do pré-sal. Assim, conseguiam justificar os investimentos bilionários anunciados pelo então presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli. Era U$ 140 bilhões pra cá, U$ 200 bilhões mais a frente e assim o PT foi conseguindo muito dinheiro para eleger quem eles quisessem após o fim do mandato de Lula.

Hoje se sabe que a campanha de Dilma superou o valor declarado pelo partido em pelo menos três vezes, graças ao dinheiro roubado da Petrobras. Segundo o TSE, o gasto da campanha de Dilma custou 60% de todo gasto da corrida presidencial. Mas após as investigações da Lava Jato, este número saltou para quase 95% de todos os gastos da época, superando a casa dos R$ 3 bilhões.

Mas até aí estava tudo indo muito bem. Lula se gabava entre seus adversários de ter conseguido eleger um poste e não fazia questão de esconder que continuava mandando no governo. Após duas décadas e meia, os petistas viviam o ápice de seus dias de glória. Foi aí que a coisa começou a degringolar.

Por volta de junho de 2013, boa parte da população brasileira já estava consciente de que uma organização criminosa e corrupta havia se apoderado do comando da nação e tinha em suas mãos a condução dos destinos do país. Muitos desconfiavam que o destino traçado pelo PT para o país tinha mais a ver com Cuba e Venezuela do que com aquele que todos sonhavam, de um Brasil  próspero, justo e democrático.

Uma parcela da sociedade começou a se dar conta de que o Brasil estava nas mãos de um grupo político suspeito há mais de dez anos. Aos poucos, as pessoas começaram a perceber que havia algo de estranho em tudo aquilo. A começar pela alta carga tributária, a alta nos juros, na inflação, na corrupção, enquanto a qualidade dos serviços piorava. O país começava a demonstrar os sintomas de um governo corrupto com o aumento da violência e da desfaçatez de grupos econômicos.

Eram os tempos da primavera Árabe. Governantes de todo o mundo estavam assustados com levantes populares como o que ocorreu no Brasil naqueles dias de revolta. O fenômeno era ainda mais ameaçador para a classe política justamente por não haver nenhum grupo ou partido político por trás das organizações das manifestações.

Apavorados com a possibilidade de que a situação se agravasse como ocorreu em outros lugares do mundo, o PT agendou uma reunião de emergência em São Paulo para encontrar uma forma de conter os ânimos acirrados da população. Mas existem coisas que não podem ser resolvidas em momentos de desespero e o PT subestimou esta máxima.

Lula Dilma e João Santana, (isso mesmo, um marqueteiro) se reuniram para encontrar uma saída para a situação. Milhões de brasileiros faziam o chão tremes debaixo dos pés dos ocupantes do poder e algo precisava ser feito com urgência.

O marqueteiro deduziu que a maior insatisfação percebida nas manifestações populares era com a corrupção. O mago do marketing sugeriu então que Dilma desengavetasse com urgência alguns projetos relacionados ao combate à corrupção e fizesse um pronunciamento sobre seus feitos neste sentido.

No dia 2 de agosto de 2013, Dilma assinou, às pressas,  a lei 12.850 que instituiu a delação premiada. O intuito era dar uma reposta imediata ao povo nas ruas, uma forma desesperada de conter as manifestações espontâneas contra a classe política e o governo. ~

De forma irrefletida, Dilma seguiu o conselho de João Santana e assinou a sentença de morte do PT. Estava selado o destino do partido que ao longo de treze anos, manteve uma relação incestuosa com empreiteiros corruptos que financiavam campanhas do partido e dava "mimo$" a seus integrantes em troca de contratos bilionários com o governo.

Os avanços na Lei de delação premiada abriram a brecha para que, oito meses depois, fosse deflagrada a primeira fase da Operação Lava Jato, em março de 2014.

Voltando um pouco no tempo, enquanto a população manifestava sua indignação com a corrupção no pais, ao mesmo tempo, uma investigação no estado do Paraná apurava os crimes de lavagem de recursos relacionados ao ex-deputado federal José Janene desde 2009.

Em julho de 2013, a investigação começa a monitorar as conversas do doleiro Alberto Youssef e outros participantes de um gigantesco esquema de lavagem de dinheiro desviado da Petrobras. O monitoramento das comunicações dos doleiros revelou que Alberto Youssef chegou a movimentar cerca de R$ 10 bilhões.

Logo em seguida, os investigadores descobriram como funcionava todo o esquema criminoso  na Petrobras. Neste momento, o gesto de Dilma em assinar a lei 12.850 fez toda a diferença para o avanço da investigação: a colaboração de Paulo Roberto Costa por meio de um acordo de delação premiada.

Mas como não há nada de ruim neste mundo que não possa piorar um "pouquinho", os petistas enfrentariam outros dissabores desde então.

Apavorados com o avanço da Operação Lava Jato e cientes de que o instituto da delação acabaria permitindo que os procuradores do Ministério Público Federal chegariam aos nomes de gente graúda dentro do PT, Lula, Dilma e companhia partiram para o tudo ou nada e fizeram uma campanha eleitoral suicida em 2014. Mentiram e omitiram como se o mundo fosse acabar amanhã. O problema é que o mundo não acabou. Dilma ganhou a eleição com pequena margem de diferença e toda a mentirada da campanha veio à tona.

Se o PT temia os "coxinhas" e seu poder de influenciar a sociedade, a situação de Dilma piorou bastante até mesmo entre os eleitores do partido após as eleições. A popularidade da presidente recém eleita começou a despencar antes mesmo da posse do segundo mandato. A soma das mentiras eleitoreiras, as pedaladas e as revelações dos assalto na Petrobras, estatal que tinha Dilma na presidência de seu conselho durante o auge dos esquemas de corrupção revelados no escândalo do petrolão, foram fatores que minaram a popularidade da petista em tempo recorde.

A erosão moral de Dilma e do PT trouxe de volta para as ruas milhões de cidadãos indignados. Muitos dos quais haviam votado na petista poucos meses antes. Lula viu toda sua popularidade se reverter em ódio nas redes sociais e o desejo de remover o PT do poder alcançou um nível crítico no qual existem três indicadores de que um governo será derrubado: repúdio da sociedade, repúdio da sociedade e repúdio da sociedade.

Cientes de que o PT passou a representar um barco prestes a afundar, antigos aliados se voltaram contra o governo Dilma e passaram a apoiar seu impeachment. Por um mero acaso, coube ao então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, acolher o pedido formulado por um ex-petista de honra: Hélio Bicudo contou com a colaboração dos juristas Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal para elaborar o pedido formal de cassação do mandato de Dilma Rousseff.

Qualquer outro político minimamente razoável que estivesse presidindo a Câmara dos Deputados teria acolhido aquele pedido sob tais circunstâncias. De mesmo modo, o pedido de impeachment de Dilma, assim como o ódio da sociedade em relação ao PT e tudo que o partido passou a representar, nunca teve nenhuma relação com o então vice-presidente Michel Temer. Qualquer outro que estivesse em seu lugar assumiria a Presidência da República após o impeachment de Dilma.

Esta é a verdeira história sobre a derrocada do PT de Lula, Dilma e companhia do poder e do coração da maioria dos brasileiros. Assim com o PCC, o Comando Vermelho e outras organizações criminosas hão de morrer um dia. o PT morreu por que tinha que morrer.
_____________
__________

Postar um comentário

Todas as notícias

Siga no Facebook

MKRdezign

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget