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Moro reage a pressão dos corruptos e demonstra garra em defender o Brasil. Sem prisão, estariam todos roubando



O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, voltou de férias com mais vigor do que nunca. Para comprovar sua disposição em endurecer no combate aos corruptos poderoso, o magistrado deu nesta sexta-feira 10, uma demonstração contundente de que não está disposto a ceder as pressões contra a investigação que está mudando a história do país.

O magistrado aproveitou uma manifestação em que negou um pedido de habeas corpus em favor do ex-deputado Eduardo Cunha para deixar claro que não aceitará pressões vindas de corruptos, de setores da imprensa e até mesmo de ilustres membros do Supremo Tribunal Federal. Grupos coessos tentam questionar a legalidade das prisões preventivas determinadas pelo magistrado, visando enfraquecer sua determinação de fazer valer a máxima de que a Lei é igual para todos,

O coro dos descontentes com a aplicação da lei imposta por Moro a gente graúda como Marcelo Odebrecht, Antonio Palocci é cada vez maior. Entre os que criticam as prisões preventivas decretadas por Moro estão jornalistas de aluguel, como Reinaldo Azevedo, corruptos como Renan Calheiros, partidos como o PT e até mesmo ministros do STF, como Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

Acontece que absolutamente nenhuma destas pessoas desfrutam da credibilidade e do respeito que Sérgio Moro tem por parte da sociedade. São todos coniventes com um sistema judiciário distorcido, onde quem tem dinheiro tem presumivelmente o direito de contratar advogados caros e responder por seus processos em liberdade. Em seu despacho desta sexta-feira, Sérgio Moro desmascarou os hipócritas que, sob um verniz de legalidade, tentam manter as coisas como sempre foram no país da impunidade. O documento assinado por Moro é histórico e serve de lição para muita gente.

Ao anunciar sua decisão sobre o caso de Eduardo Cunha, um corrupto contumaz, Moro aproveitou para realçar suas convicções nos princípios democráticos e defender a Lava Jato doa ataques sorrateiro que a investigação vem sofrendo nos últimos meses.

A fala de Moro transporta um duro golpe nos corruptos, nos setores da imprensa e nos ministros do Supremo, que tiveram suas opiniões dissimuladas expostas e contrapostas aos argumentos defendidos pelo magistrado desde sempre. Moro expôs a todos perante a opinião pública, que torce pelo fim da impunidade de corruptos e poderosos.

Moro deixou claro que revogar a prisão preventiva de corruptos significa permitir que continuem a praticar seus crimes em liberdade. e lembrou que as prisões de Paulo Roberto Costa e o de Marcelo Odebrecht foram as preventivas que encerraram as “carreiras criminais” dos investigados – sempre sob a égide de garantir a ordem pública, entre outros fundamentos. Ou seja, sem preventivas, não haveria Lava Jato.

"Foi a prisão preventiva dos dirigentes das empreiteiras, em novembro de 2014, que sepultou, espera-se que em definitivo, as atividades criminais do Clube das Empreiteiras.", lembrou Moro

Moro foi duro com aqueles que insistem em defender corruptos e criticam as prisões preventivas da Lava jato “Em todos esses casos, o desmantelamento da atividade criminal e a interrupção do ciclo delitivo, protegendo outros indivíduos, a sociedade brasileira e os cofres públicos de novos crimes, só foi possível com a prisão preventiva e que teve suporte de todas as instâncias do Poder Judiciário brasileiro. Assim não fosse, é provável que ainda estaria Paulo Roberto Costa recebendo propina e na posse de seus ativos no exterior, quiçá deslocados para outro país, Alberto Youssef ainda estaria lavando dinheiro de propina em contratos públicos e a entregando a agentes políticos, e o Clube das Empreiteiras e o Departamento da Propina ainda estariam em plena atividade” .

Moro enumerou casos emblemáticos que reforçam a necessidade de manter o regime de prisão preventiva:

• Há  sete presos provisórios sem julgamento na Lava Jato.

• Foram 79 prisões preventivas nos três anos de Operação. Um número baixo, em comparação com o trabalho cotidiano das varas criminais. E infinitamente distante das cerca de 800 prisões da Operação Mãos Limpas, na Itália.

Fica claro que as críticas às prisões preventivas, segundo Moro, é o “lamentável entendimento de que há pessoas acima da lei”. Moro: “A questão real – e é necessário ser franco sobre isso – não é a quantidade, mas a qualidade das prisões, mas propriamente a qualidade dos presos provisórios. O problema não são as setenta e nove prisões ou os atualmente sete presos sem julgamento, mas sim que se tratam de presos ilustres, por exemplo, um dirigente de empreiteira, um ex-ministro da Fazenda, um ex-governador de estado, e, no presente caso, um ex-presidente da Câmara dos Deputados”.

Segundo Moro, “As críticas às prisões preventivas refletem, no fundo, o lamentável entendimento de que há pessoas acima da lei e que ainda vivemos em uma sociedade de castas, distante de nós a igualdade republicana”, disse.

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