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Marisa tinha aneurisma há 10 anos, era sedentária, fumava, bebia e acobertava o marido. E o PT tenta culpar Moro



A morte da ex-primeira dama Marisa Letícia já está sendo explorada politicamente por setores do PT. Da Europa, a ex-presidente Dilma Rousseff insinuou que a mulher de Lula vinha sofrendo "pressões" injustas por parte das autoridades brasileiras por conta da Operação Lava Jato.

O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, foi um dos primeiros a acusar a Lava Jato e o juiz Moro como responsáveis pelo mal sofrido por Dona Marisa. O líder do PT  na Câmara dos Deputados, Carlos Zarattini afirmou que “O que contribuiu para esse AVC foi toda a pressão que ela sofreu e que o presidente Lula vem sofrendo pela Operação Lava Jato".

Já o jornalista petista Paulo Henrique Amorim foi mais longe ao externalizar o que praticamente todos os petistas têm alegado nos bastidores: “Dona Marisa já está na conta do juiz Moro. Foi um AVC político”, afirma o jornalista em vídeo publicado no Youtube.

O fato é que a morte de Marisa Letícia foi mesmo uma fatalidade desencadeada por uma série de fatores que culminaram em seu AVC no último dia 24. Segundo o próprio médico da família, o cardiologista Roberto Kalil Filho, o aneurisma que causou o AVC em dona Marisa já existe há pelo menos 10 anos. Na época em que a anomalia foi detetada, os médicos optaram por acompanhar a lesão, sem intervir.

Este foi fundamentalmente o principal fator causador da morte cerebral da ex-primeira dama ao longo do dia 1º deste mês de fevereiro. Marisa se encaixa perfeitamente nas estatísticas sobre os casos de aneurismas hemorrágicos. Seis em cada dez vítimas de um AVC costumam morrer antes de dar entrada em algum hospital. Os quatro que conseguem ser atendidos a tempo, dois morrem e dois sobrevivem com sequelas, morrendo alguns anos mais tarde.

O caso de Marisa não é singular em nenhum aspecto. A ex-primeira dama teve a morte cerebral detectada exatamente n oitavo dia depois do acidente, justamente o dia mais crítico em todos os casos similares, segundo apontam as estatísticas.

Quando Marisa foi diagnosticada com um aneurisma há dez anos, não existia a Lava Jato e praticamente ninguém no Brasil já tinha ouvido falar do juiz federal Sérgio Moro. Marisa era a primeira dama e o presidente Lula estava praticamente iniciando seu segundo mandato.

Mas outros fatores de risco podem ter contribuído para a evolução de seu caso até o ponto fatal. Marisa bebia com frequência, era fumante inveterada e sedentária. Além dos maus hábitos para um portador de um aneurisma, a-ex-primeira dama ainda acobertava as transações de Lula envolvendo a aquisição ou uso de imóveis suspeitos. Marisa assinava papéis comprometedores e temia que seu nome e o nome de seus filhos acabassem envolvidos nos esquemas do marido. Quando foi intimada no ano passado a prestar depoimento na Justiça, Marisa simplesmente bateu o pé e afirmou que não iria passar por este constrangimento de nenhuma forma. A ex-primeira dama teria recomendado a Lula que "desse seu jeito".

Seria aconselhável que neste momento, os petistas deixassem de lado a revolta com o fato de que a Lava Jato detectou que a maioria dos membros do partido são corruptos contumazes. Tentar culpar o juiz Sérgio Moro pelo AVC de Marisa Letícia é uma falta de respeito com os brasileiros, com o juiz federal e até mesmo com a ex-primeira dama. 
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