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Humberto Costa admite que o PT se manteve no poder com dinheiro roubado do povo



O senador Humberto Costa é mais um integrante do PT que vem a público admitir a cultura da corrupção que permeou seu partido ao longo das últimas décadas. Mas ao contrário de outros membros do PT, como a senadora Gleisi Hoffmann, Eduardo Suplicy e Edinho Silva, que afirmaram que o partido precisa reconhecer seus "erros" históricos, o  senador Humberto Costa foi um pouco mais longe.

Várias figuras do núcleo duro do partido admitiram apenas o fato doo PT ter feito uso de caixa 2 (dinheiro roubado do povo) para financiar suas campanhas. Esta corrente do partido contraria completamente a narrativa sustentada pelo ex-presidente Lula, que não admite reconhecer os crimes praticados pelos integrantes do PT, pois admitir tais fatos destroem sua narrativa de que é vítima de perseguição por parte das autoridades.

O senador Humberto Costa foi além do "mea culpa" de outros petistas e reconheceu, com todas as letras, que o partido usou dinheiro roubado para eleger seus políticos e para se manter no poder ao longo dos últimos treze anos. Segundo Humberto Costa, "as coisas Foram feitas com o propósito de manter o poder e de fortalecer o PT". Além de admitir que o partido e seus políticos se mantiveram no poder artificialmente, através do uso de dinheiro roubado do contribuinte, Costa reconhece que todos devem pedir desculpas à sociedade pelos crimes que cometeram em nome de um projeto de poder. Acompanhe abaixo um trecho da entrevista que concedeu à Veja esta semana:


Humberto Costa diz que é hora de assumir a corrupção do PT

O Senador é o primeiro petista do núcleo duro do partido a vir a público dizer que chegou o momento de o PT admitir a corrupção e pedir desculpas.

O senador Humberto Costa (PT-­PE) foi ministro da Saúde do governo Lula, esteve no olho do furacão durante a prisão de Delcídio do Amaral, o ex-petista preso tentando obstruir a Lava-Jato, e durante o traumático processo de impeachment da correligionária Dilma Rousseff. Atuou na linha de frente para amparar o que restou do PT e era o líder do partido no Senado até duas semanas atrás. É, portanto, um petista do núcleo duro da legenda — e, também, a primeira voz autorizada a dizer publicamente, como fez em entrevista a Marcela Mattos e Thiago Bronzatto, na Veja, que chegou a hora de o PT admitir que se envolveu em corrupção, pedir desculpas à sociedade pelos erros que cometeu, abandonar o discurso de “denúncia do golpe” e apresentar propostas econômicas para tirar o país do atoleiro. “A autocrítica é necessária, essencial, mas não é suficiente”, afirma.

Veja - “O senhor fala como se o problema fosse erro político ou investida da Lava-Jato. Não houve corrupção?

Humberto Costa - Houve. Houve pessoas que podem ter se beneficiado pessoalmente? Claro. No nosso caso, as coisas que até agora têm sido identificadas foram feitas dentro de uma linha de fortalecer a política do partido. Foram feitas com o propósito de manter o poder e de fortalecer o PT. Nesse processo, perdemos as referências.” As referências e os escrúpulos.

Estarnhamente, as confissões do senador petista coincidem com a proximidade da divulgação do teor da delação dos 77 executivos do Grupo Odebrecht. 
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