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Dono da Granero temia ver nome da empresa na Lava jato e reconhece contrato forjado pela OAS para proteger Lula



O dono da transportadora Granero, Emerson Granero, prestou depoimento ao juiz Sérgio Moro nesta semana e admitiu que temeu que o nome da empresa fosse envolvido nos esquemas do PT descobertos pela Lava Jato. Emerson depôs como testemunha de defesa do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, que é réu na investigação sobre os objetos retirados por Lula dos palácios do Planalto e Alvorada quando deixou a Presidência em 2011.

O dono da Granero confirmou que a Construtora OAS pagou R$ 1,3 milhão pelo armazenamento de parte do acervo do ex-presidente Lula, e que partiu dele a iniciativa de romper o contrato, logo após a deflagração da Operação Lava Jato. Entre os objetos trazidos por Lula de Brasília, estão cerca de 130 peças de ouro valosíssimas, além de dois caminhões climatizados que trouxeram a gigantesca coleção de bebidas acumulada pelo petista ao longo de oito anos de governo. Não ficou claro se os objetos em ouro e posteriormente escondidos em um cofre do Banco do Brasil também foram transportados pela empresa.

De acordo com os procuradores, Paulo Okamotto teve participação nas irregularidades pois foi o responsável por solicitar à Granero o orçamento para armazenagem dos bens de Lula e, posteriormente, firmou, na condição de presidente do Instituto Lula, apenas contrato para armazenagem do acervo pessoal que necessitava de depósito climatizado.

O armazenamento do restante do acervo, que não precisava de climatização, foi pago pela OAS. Conforme a denúncia do MPF, a construtora pagou R$ 1,3 milhão pelo armazenamento dos bens, por um período de cinco anos. O valor, ainda segundo os procuradores, corresponde a vantagens indevidas pagas pela OAS em benefício de Lula.

Além de Okamotto, o ex-presidente Lula e mais cinco pessoas são rés no mesmo processo, que trata da suspeita de pagamento de propina ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Construtora OAS, por meio da reserva e reforma do apartamento triplex, em Guarujá, e do custeio do armazenamento de seus bens.

Como testemunha de Okamotto, Emerson Granero tentou dar a impressão de que se tratava de uma operação normal, mas o fato de ter pedido para rescindir o contrato após o início das investigações é quase uma prova de que ele tinha consciência das irregularidades.

Emerson explicou que foi feito um único contrato para armazenamento de todo o material, em nome de Paulo Okamotto. Posteriormente, o presidente do Instituto Lula o teria procurado, dizendo que a instituição não teria como pagar pelo armazenamento completo e pediu algumas semanas para conseguir uma empresa apoiadora para arcar com as despesas.

De acordo com o empresário, algumas semanas depois ele foi procurado pela Construtora OAS, que informou que a empresa iria arcar com o pagamento pelo serviço. O empresário disse que um contrato padrão foi feito com a OAS, assim como ocorre com outras empresas, sem nenhuma irregularidade e sem pedido de sigilo da operação.

Entretanto, ao ser questionado pelo procurador Julio Carlos Motta Noronha sobre o motivo de constar no documento que o objeto de armazenamento era “material de escritório da Construtora OAS”, mesmo com a empresa tendo conhecimento de que se tratava de parte do acervo de Lula, Emerson tentou justificar a manobra e afirmou  que foi falta de cuidado. “Não nos atentamos que isso significaria um problema com o objeto”, declarou.

O contrato foi rescindido a pedido da própria transportadora, devido aos efeitos da Operação Lava Jato. "Entendemos que a Granero não tinha nada a ver com a questão da Lava Jato, de construtoras, etc. Nós não queríamos o nosso nome envolvido", argumentou Emerson, que deixou claro que, não fosse a Lava Jato, continuaria faturando o dinheiro da OAS, sem se importar com a origem.

Para o empresário, havia receio de envolvimento da Granero e exposição à opinião pública. “Nós, unilateralmente, pedimos a rescisão do contrato junto à OAS”,contou, comprovando que pairavam dúvidas sobre a regularidade de toda a operação. 
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