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Delator se deu mal. Costa disse Moro que não tem dinheiro para ir depor e pode ter benefícios de delação suspensos



O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa teve sua situação complicada na Lava Jato esta semana. O primeiro delator da investigação afirmou ao juiz Sérgio Moro, por meio de uma petição encaminhada por sua defesa, que não tem mais dinheiro para gastar com a passagem de avião do trecho Rio-Curitiba e depor como testemunha na Lava Jato.

Dois dias depois, os procuradores do Ministério Público na Lava Jato pediram a Moro que suspenda benefícios de delação de Paulo Roberto Costa e de sua família. Pode até parecer coincidência que um fato tenha ocorrido logo após o outro.  Costa teve sua delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal no dia 30 de setembro de 2014. Com o acordo, ele deixou a prisão no Paraná e cumpre pena em casa, no Rio.

Além de multa de R$ 5 milhões, ele também teve que devolver US$ 25,8 milhões que mantinha na Suíça e em Cayman e a Range Rover avaliada em R$ 300 mil que ganhou de presente do doleiro Alberto Youssef. Os membros da Lava Jato desconfiam que alguém que movimentou tantos milhões não tenha mais recursos para arcar com uma simples passagem de avião.

Mas não foi bem este o motivo pelo qual a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba pediu ao juiz Sérgio Moro que não aplique os benefícios dos acordos de colaboração premiada de Paulo Roberto Costa e seus familiares. Segundo os procuradores,  os beneficiários mudaram partes de suas versões sobre a destruição e retirada de documentos do escritório da Costa Global no dia em que o ex-diretor foi detido pela Polícia Federal, ainda no começo da Lava Jato, em 20 de março de 2014.


“Restou, portanto, demonstrado que Paulo Roberto Costa, Ariana Azevedo Costa Bachmann (filha) Marcio Lewkowicz (genro) e Shanni Azevedo Costa Bachmann (filha) faltaram com a verdade por diversas vezes quando de seu interrogatório judicial, em evidente descumprimento dos deveres impostos pelos acordos de colaboração premiada que celebraram com o Ministério Público Federal e foram homologados pelo Supremo Tribunal Federal”.

"Diante disso, o MPF pede que seja “desconsiderada na sentença a aplicação dos benefícios previstos
nos acordos de colaboração premiada celebrados com o Ministério Público Federal”., afirmam os procuradores nas alegações finais encaminhadas ao juiz Sergio Moro dias antes da "choradeira" de Paulo Roberto Costa.

A manobra do delator visava conseguir o desbloqueio de suas contas no Brasil. "Ocorre que o comparecimento do requerente, que muitas vezes já se deslocou até Curitiba, geraria um grande dispêndio em virtude dos altos valores das passagens aéreas, não tendo, o Requerente, hoje condições de arcar com essas despesas, em virtude da grave dificuldade econômica em que toda a família se encontra, somando ainda o fato, de suas contas bancárias ainda encontrarem-se bloqueadas", diz o pedido da defesa de Costa ao juiz da Lava Jato.
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