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Com recuperação econômica, Lula tenta se reaproximar de Temer para dizer que ajudou o Brasil a sair da crise



A economia do Brasil esboçou alguns sinais de recuperação econômica logo nos primeiros dias após o afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff e do PT do poder. Foi um sinal bastante claro de que o mercado já não suportava mais a incompetência da gestão petista. Da mesma forma,  a sociedade também não estava mais aguentando pagar um preço tão alto por tanta corrupção e falta de capacidade de encontrar saídas para a crise que havia se instalado no país e ceifado 12 milhões de empregos.

Mas o entusiasmo do mercado e da sociedade durou pouco. O estrago provocado por Dilma e pelo PT nas contas públicas era mais profundo do que se imaginava. Foi quando se descobriu que a economia do país estava totalmente anêmica, sem forçar para prosseguir com o ímpeto iniciado após a queda do governo de Dilma e Lula.

Em meio aos escândalos envolvendo os integrantes do governo, Temer persistiu e soube conduzir o país, apesar de todas as dificuldades encontradas. Sem conseguir angariar a simpatia da população e citado por delatores, Temer não se deixou abater pelos percalços e lançou mão dos recursos que tinha: a antiga e apodrecida base aliada dos governos petistas. Se por uma lado, Temer tem dificuldade com a opinião pública, por outro lado domina como ninguém as artimanhas do Congresso.

Abaixo, um pequeno treco de artigo publicado no Blog do Moreno, no GLOBO, parte das conquistas de Temer ao longo destes 9 meses à frente do governo:

"O presidente Michel Temer aprovou mais um projeto de extensa repercussão. A reforma do ensino médio passou com folga na Câmara e no Senado e, agora, retorna para a sanção presidencial.

Rotina. O impopular presidente, à frente de um minguado mandato-tampão, pratica, até aqui, os quatro estilos de natação dentro do Parlamento, aprovando quase tudo.

Articulador-mor de seu próprio governo, Temer tem duas qualidades essenciais: conhece as entranhas da política e gosta dos rapapés com os políticos. Presidentes, Lula e FHC também eram profissionais neste jogo.

Dilma Rousseff não gosta de política, tampouco de políticos. Jogou o País na pior recessão da história republicana.

A mandatária, defenestrada pelo Congresso, pelo Judiciário e pelas ruas, teve uma última oportunidade de safar-se do cadafalso, mas a desperdiçou (o talento) de Michel Temer.

Tentou, mas nem Dilma nem sua entourage deixaram o então vice-presidente trabalhar. Esboroou-se ali talvez a última oportunidade de se preservar no poder. Noves fora Lula, cujos conselhos ela ignorava.

Ilusão, talvez. Quem conhece a agremiação (o PT) nascida estoica sabe: a esquerda extremista age como uma seita. Seus seguidores estão sempre certos, mesmo que errem.

* Itamar Garcez é jornalista"

O colunista Guilherme Fiuza também observou o "rebolado intelectual" de setores da esquerda em tentar desqualificar o presidente Michel Temer em artigo publicado no Globo. Acompanhe um trecho abaixo:

"Michel Temer é um político antiquado de um partido fisiológico; esse político assumiu a Presidência da República com a deposição da sua antecessora, flagrada numa fração dos crimes que cometeu (não se preocupe, na volta do intervalo a gente diz que foi golpe); o antiquado, fisiológico, branco, feio e chato Michel Temer tirou os simpáticos parasitas petistas do comando da engrenagem nacional — a saber: Fazenda, Banco Central, Tesouro, BNDES e Petrobras — e colocou lá os melhores gestores do mundo (são brasileiros, mas mundialmente reconhecidos). O resultado foi desastroso: o risco país caiu pela metade, a inflação despencou (e vai cair mais), os juros caíram, o câmbio idem, a bolsa subiu mais de 50%, e as projeções para a retomada do emprego são claras"

O que ninguém esperava, pelo menos no PT, é que Temer conseguiria superar os principais obstáculos da crise e recolocar o Brasil nos eixos. Com a inflação abaixo da meta, o governo conseguiu margem para trazer os juros para a casa de um dígito ainda este ano. Os parâmetros gerais da administração Temer animaram o mercado, trouxeram de volta os investimentos e estancaram a sangria das demissões e fechamentos de empresas.

A construção civil é um dos setores que terá maior dificuldade para se recuperar, mas logo que for impulsionado pela reação de outros setores, como a indústria automobilística, também vai começar a gerar empregos. E este é justamente o maior temor de Lula e do PT. Caso Temer consiga reconduzir a economia do país para um ritmo de crescimento satisfatório, com juros e inflação em queda, a retomada na geração de empregos deve ocorrer ainda neste ano de 2017.

Não é segredo que Lula e setores da oposição estão desesperados com o atual cenário econômico. O próprio Lula já tentou uma reaproximação com Temer para ver se consegue tirar ao menos uma "casquinha" dos resultados positivos de seu governo. O petista "se ofereceu" para ajudar Temer e orientou seu partido a abandonar o discurso do golpe. Neste momento, Lula estuda uma forma de tentar se associar à recuperação da economia que está por vir e quer "dar" conselhos a Temer apenas para dizer que ajudou o Brasil a sair da crise. Os afagos de Lula em Temer tem ainda o propósito de evitar que o presidente lembre aos brasileiros que o petista é um dos responsáveis pela pior crise do século no Brasil.

Lula sabe que mesmo diante de tantas dificuldades, Temer tem conseguido avançar bastante na consolidação de fundamentos econômicos e ainda tem conseguido responder a questões cobradas pela sociedade, como a promessa de demitir sumariamente qualquer membro de seu governo que se tornar réu na Lava Jato ou em outras instâncias. Temer também não demonstrou qualquer preocupação por ter seu nome citado por delatores da Odebrecht e ainda confirmou que, como presidente do PMDB, fazia parte de seu papel pedir contribuições para o partido.

Embora a serenidade com que Temer lida com questões tão áridas não convença boa parte da população, ele consegue passar tranquilidade para o mercado e para as instituições. Advogado constitucionalista, Temer tem conseguido manter boas relações com o legislativo com o judiciário e, por incrível que pareça, até com a Lava Jato. Pode parecer frágil, mas este equilíbrio ajuda mais o país do que as tentativas da oposição em criar um clima pessimista.

Neste momento, Dilma, Lula e o PT devem estar bastante arrependidos por não terem ouvido Temer durante quase seis anos. 
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