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Brasil vai combater crime organizado no exterior com inteligência. Abin agora está nos EUA, África, França e Paraguai



O Brasil finalmente começará a combater o crime organizado de forma inteligente. Em um esforço inédito para expandir seu campo de atuação, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) instalou escritórios de representação em quatro novos países críticos sob o ponto de vista das organizações criminosas internacionais: A agência passa a contar agora com postos avançados na África do Sul, Estados Unidos, França e Paraguai.

A importância estratégica para o país em poder contar com informações de alto nível coletadas no exterior atende não apenas as necessidades sob o ponto de vista da segurança interna no combate ao crime organizado envolvendo tráfico de drogas e armas, prevenção contra o terrorismo e ameaças cibernéticas. Embora estes sejam os principais focos das atividades no exterior, a inteligência brasileira além fronteiras pode perfeitamente angariar informações em tempo real sobre outros aspectos de interesse do Brasil, como na área econômica, militar e nas relações exteirores.

Durante os governos do PT de Lula e Dilma o Brasil mantinha representações apenas na Argentina, Colômbia e Venezuela. Agora, a agência planeja para os próximos meses expandir seu campo de atuação também para os demais países do BRICS, grupo que, além de Brasil e África do Sul, é composto por China, Índia e Rússia. O Peru é o quarto país na lista do próximo grupo de nações que deverá receber um representante da Abin.

Também está no horizonte, a criação de representações na Alemanha, México e Bolívia. Há estudos ainda para a ampliação de unidades para países do Oriente Médico. Todas as vagas no exterior serão ocupadas por oficiais de inteligência da Abin.

“Com a expansão, o governo tenta dar à Abin a capacidade de produzir inteligência de Estado no nível compatível com a estatura do Brasil”, disse o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen, a quem a Abin está subordinada.

“O combate ao crime organizado, a prevenção ao terrorismo e de outras ameaças, que hoje são comuns aos estados democráticos, exige estreita cooperação com outros países e é o que buscamos com a ampliação de nossa rede externa e interna”, prosseguiu o ministro em entrevista ao Estadão.

Além de buscar parcerias internacionais com grandes potências, o governo discute uma maior aproximação com todos os países da América do Sul que fazem fronteira com o Brasil para enfrentar o crime organizado.

Etchegoyen diz que, em sua opinião, é o contrabando de drogas o que garante mercado e alimenta as facções criminosas que têm agido no País. Por isso, a presença de adidos de inteligência nas embaixadas, com troca de informações nessa área, é considerada de fundamental importância pelo ministro.

Pelos Estados. No Brasil, a Abin também está ampliando a cooperação com as áreas de inteligência dos Estados. O primeiro núcleo de inteligência policial foi montado no Rio de Janeiro, experiência que foi baseada no compartilhamento de informações desde a época da Copa do Mundo.
A ideia é que sejam montados núcleos semelhantes em vários estados como Minas Gerais e Amazonas. Esse entrosamento faz parte do novo Plano Nacional de Segurança e seu foco será o tráfico de drogas, homicídios e presídios.

“Com a expansão, o governo tenta dar à Abin a capacidade de produzir inteligência no nível compatível com a estatura do Brasil”


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