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Após ter sido despejada da cobertura comprada com propina, Marisa não saia de casa por vergonha dos vizinhos


A ex-primeira dama Marisa Letícia andava triste e envergonhada desde que foi despejada da cobertura vizinha ao a sua outra cobertura do Edifício Hill House, em São Bernardo do Campo. O fato da família ter dois imóveis no mesmo endereço era desconhecido pelas autoridades até o dia 4 de março, quando o ex-presidente Lula foi alvo de um mandado de condução coercitiva.

Ao chegar no endereço, os agentes da Polícia Federal foram informados pelo porteiro que a família era dona de duas coberturas, a 121 e a 122, e não apenas uma que constava nos mandados de busca e apreensão. A descoberta deste outro imóvel usado por Dona Maria e Lula ocorreu por acaso, durante as buscas e apreensões da Operação Aletheia, quando Moro declarou que “teria sido constatado que Luiz Inácio Lula da Silva ocuparia não apenas o apartamento 122, mas igualmente o apartamento contíguo”.

A partir daquele momento, a Polícia Federal deu início à uma investigação para descobrir sob que circunstâncias a família teria adquirido a outra cobertura. Bastaram algumas diligências e cruzamento de informações para descobrir que o imóvel estava registrado em nome de um laranja. No caso, Glaucos da Costamarques, primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula e já condenado na Operação Lava Jato.

Com mais algumas investigações, descobriu-se que Glauco, o primo de Bumlai, recebeu repassas de uma empresa laranja da Odebrecht na mesma época que teria feito a transação intermediada pelo advogado e compadre de Lula, Roberto Teixeira.

Segundo mostrou a investigação da Lava Jato, o Ministério Público Federal passou a sustentar que o Lula é o verdadeiro proprietário do 121, e que ele teria recebido o imóvel como propina da empreiteira Odebrecht. A partir de então, o juiz Sérgio Moro decretou o sequestro do referido imóvel.

“Decreto o sequestro do imóvel consistente no apartamento n.º 121, de matrícula 86.622 do 1º Registro de Imóveis de São Bernardo do Campo/SP, diante dos indícios de que foi adquirido com proventos do crime”, ordenou.

O ex-presidente Lula ficou sem mais um imóvel, fruto de esquemas de corrupção com as empreiteiras que participaram, ao lado do PT, do assalto na Petrobras. Além de tornar no petista réu pela quinta vez em uma ação crimina, o juiz federal Sérgio Moro determinou nesta terça-feira, 19, o sequestro do apartamento 121 do Edifício Hill House, em São Bernardo do Campo, vizinho ao imóvel de número 122 onde moram o ex-presidente Lula e sua esposa, Marisa Letícia, em São Bernardo do Campo.

Segundo mostrou a investigação da Lava Jato, o Ministério Público Federal concluiu que Lula também ocupava o apartamento 121 que pertence a Glaucos da Costamarques, primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula e já condenado na Operação Lava Jato. O MPF sustenta que o Lula é o verdadeiro proprietário do 121, que ele teria recebido como propina da empreiteira Odebrecht.

“Decreto o sequestro do imóvel consistente no apartamento n.º 121, de matrícula 86.622 do 1º Registro de Imóveis de São Bernardo do Campo/SP, diante dos indícios de que foi adquirido com proventos do crime”, ordenou o magistrado, para o desespero de Marisa Letícia.

A ex-primeira dama teria tido um ataque de nervos e brigado com Lula por toda a lambança dele de de seu compadre, Roberto Teixeira. Marisa não se queixava apenas da vergonha perante os vizinhos, mas temia que se tornaria alvo de mais um processo na Justiça. Desta vez, de difícil reversão. Desde então, a ex-primeira dama passou a se queixar de dores de cabeça e se sentia deprimida com a situação.

Moro apontou que “não foram identificadas, nas quebras de sigilo bancário e fiscal de Glaucos da Costamarques, registros de recebimentos dos aluguéis do apartamento 121, e igualmente não foram identificados registros de pagamentos dos aluguéis do mesmo apartamento pelo ex-presidente e sua esposa ou pelo Instituto Lula”.

“Apenas a partir de janeiro de 2016, com o avanço das investigações em relação ao ex-presidente, passaram a ser feitos depósitos em dinheiro dos aluguéis na conta de Glaucos da Costamarques, não sendo, possível, porém, identificar a origem do dinheiro utilizado”, destaca o magistrado.

Para Moro, “consta, em cognição sumária, prova de que o custo para aquisição em 2010 foi suportado pela Construtora Norberto Odebrecht, que não há prova documental do pagamento de aluguéis entre 2011 a 2015, que o locador (Glaucos da Costamarques) apresentou explicações contraditórias sobre o recebimento dos aluguéis e que são inconsistentes com as declarações de advogado que, segundo o locador, teria recebido parte dos aluguéis”. “Embora o imóvel esteja em nome de seus antigos proprietários, Augusto Moreira Campos e Elenice Silva Campos (que não têm qualquer relação com o ilícito), há, indícios de que pertence de fato ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o teria recebido, segundo a denúncia, como propina do Grupo Odebrecht. Expeça-se precatória para lavratura de auto de sequestro, registro do sequestro e avaliação.”



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