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Apesar da insistência de Lula, Temer deixa claro que não vai chamar o petista para "conversar". Réu é réu



Muitos petistas ficaram extremamente irritados com o pedido feito pelo ex-presidente ao atual presidente Michel Temer, quando este foi prestar suas condolências ao petista no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por ocasião do falecimento da ex-primeira dama Marisa Letícia. 

Temer falou muito pouco diante do "entusiasmo" de Lula com sua visita. O petista tentou aconselhar Temer a abandonar a reforma da previdência e buscar formas de ampliar a oferta de crédito para estimular o consumo e gerar mais empregos. Temer ouviu tudo calado e prometeu chamar Lula "muitas vezes" após o petista se autoconvidar para prestar assessoria presidencial. "Me chama", pediu Lula sem qualquer cerimônia. Parecia até que queria um cargo no governo, disseram alguns dos ministros presentes ao encontro. 

Mas a reação de Temer não foi das melhores quando Lula voltou a afirmar que o " STF está acovardado" diante das investigações da Lava Jato e que era preciso dar um jeito, pois isto estaria acabando com a "credibilidade" da classe política. Não foi precisos ser muito perspicaz para entender que Lula não estava falando apenas em causa própria, mas também insinuando que ministros do governo e o próprio Temer correm algum risco com as investigações e delações em curso. Mas quem conhece o estilo "Temer", sabia que aquela conversa não ia ficar por isso mesmo. 

O presidente Michel Temer aguardou apenas alguns dias para responder indiretamente as insinuações de Lula.  '"Quem for atingido pelas delações que se explique e que se defenda. Depois avaliaremos o que fazer. Quanto a mim, minha preocupação com isso é igual a zero", afirmou Temer em entrevista em entrevista ao O Globo.

Temer foi ainda mais longe e se manifestou pela primeira vez publicamente sobre o sigilo mantido pelo novo relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin, em torno das delações dos 77 executivos da construtora Odebrecht: "Seria melhor para todos que as delações fossem logo divulgadas, e de uma vez". 

"Imagine o que poderia acontecer se as delações demorassem a ser divulgadas. Ou se fossem divulgadas aos poucos, uma por semana, digamos. Seria muito ruim para o país e, é claro, para o governo", defendeu Temer, contrariando as alegações de seus opositores sobre o suposto temor do governo quanto ao conteúdo das delações.

Temer ainda corrigiu um boato de que teria pedido R$ 10 milhões em doações a Marcelo Odebrecht

"Não foram R$ 10 milhões. Marcelo doou pouco mais de R$ 11 milhões. O dinheiro foi depositado na conta do PMDB e pagou despesas de vários candidatos pelo país. Há comprovantes de tudo", explicou Temer. "Quem se limita a ler apenas os títulos das matérias publicadas a respeito pode ficar com a impressão de que fui citado por envolvimento em 43 negócios. Mas não. Fui citado 43 vezes porque está escrito ali: Aí Temer me convidou para conversar. Aí Temer me recebeu na sala. Aí Temer perguntou se eu aceitaria um café... Para contar uma única história, meu nome foi mencionado 43 vezes. Meu temor neste caso é zero" confirmou Temer sem hesitar.

Não é apenas uma coincidência o fato de Temer ter disposto a tocar no assunto, poucos dias após as indiretas de Lula e de seu pedido para chamá-lo para conversar. Embora os petistas tenham ficado revoltados com o gesto de solidariedade do presidente, ficaram ainda mais magoados com a humilhação a que Lula se submeteu ao tentar se inserir junto ao governo de forma tão desastrosa. 

Temer já manifestou que tem uma visão bastante clara e pragmática sobre delações ou citações de membros de seu governo. Apenas quando os casos se aprofundam, Temer costuma "aguardar" por 24 horas pelo pedido de demissão do membro de seu governo. Já no caso de réus, Temer já deixou claro que quer mesmo é distância. Citado é citado, réu é réu.
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