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Sucessores de Teori Zavascki no STF são uma vergonha para o Brasil. Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski



A escolha do sucessor do ministro Teori Zavascki, morto em 19 de janeiro num acidente aéreo, para a relatoria dos processos da Operação Lava-Jato no Supremo pode ser um motivo de vergonha para todos os brasileiros.

Caso seja confirmado que a escolha se dará entre os nomes dos ministros da Segunda Turma, formada pelos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello, as chances de que a a maior investigação sobre corrupção da história mundial perca toda credibilidade são bastante elevadas.

O controverso ministro Gilmar Mendes é reconhecidamente uma pessoa confusa, de opiniões questionáveis sobre questões de grande interesse da sociedade. Gilmar Mendes é um crítico da Lava Jato, da Lei da Ficha Limpa e da atuação do Ministério Público Federal quanto a investigar ministros do Supremo.  "É preciso colocar freios" na atuação dos procuradores da República, teria dito o ministro numa ocasião em que o nome seu colega Dias Toffoli apareceu em uma delação do empreiteiro Léo Pinheiro.

Para o corporativista Gilmar Mendes, o vazamento seria um 'acerto de contas' de procuradores porque Toffoli os teria contrariado ao mandar soltar o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento) e 'fatiado' a investigação sobre a senadora Gleisi Hoffman (PT/PR) na Lava Jato.

"O fatiamento por ele (Toffoli) decretado e esse habeas corpus no caso do Paulo Bernardo (ex-ministro preso em julho na Operação Custo Brasil, mas solto por ordem de Toffoli), isso animou os procuradores a colocar artigo no jornal e coisas do tipo", disse Gilmar Mendes, inconformado com a citação do coleguinha petista.

Dias Toffoli é nada menos que um ex-advogado do PT, responsável por várias manobras no STF que blindaram políticos do partido investigados por esquemas de corrupção, como a senadora Gleisi Hoffmann e seu mardo, Paulo Bernardo. O ex-ministro chegou a ser preso na Operação Custo Brasil, uma investigação sobre um esquema de propinas de R$ 102 milhões no ministério do Planejamento. As propinas foram distribuídas entre o PT, agentes políticos e o próprio Paulo Bernardo.

O ministro Ricardo Lewandowski é outra vergonha para a nação. Ao presidir o julgamento do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff no senado, Lewandowski participou de um acordo espúrio com o PT e o presidente do Senado, Renan Calheiros, para garantir um projeto de aumento de salários de juízes. Em troca, aceitou fatiar o processo de impeachment que permitiu a cassação do mandato de Dilma, mas manteve os direitos políticos da petista.

O ministro Celso de Mello é o mais razoável entre todos os demais membros da Segunda Turma. Ponderado, sensato, é elogiado por vários setores do judiciário. O problema é que são três contra um, num cenário em que as chances de que a relatoria da Lava Jato vá parar nas mãos de pessoas notadamente desqualificadas para a missão.


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