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Sergio Moro não terá condescendência ao prender Lula por se tratar um ex-presidente, diz delegado da PF. Lei é Lei


O delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula, coordenador do núcleo das investigações da Operação Lava Jato, afirmou hoje que a prisão do ex-presidente Lula é algo que não depende de "oportunidade", e que pode ocorrer a qualquer momento.

O delegado que atua na conclusão de mais dois inquéritos contra o petista rebateu uma declaração feita pelo delegado Maurício Moscardi Grill, que disse há poucos dias em entrevista à revista "Veja", que a PF havia "perdido o timing" para prender o ex-presidente. Moscardi corrigiu mais tarde sua fala, mas a declaração foi suficiente para que blogs petistas, jornalistas de aluguel e até mesmo a defesa de Lula explorassem a declaração como se fosse uma comprovação da inocência de Lula.

É claro que não é bem assim que as coisas funcionam.  O delegado Igor Romário de Paula corrigiu o colega e afirmou em entrevista ao UOL que o "timing" para prender o petista pode aparecer em "30 ou 60 dias". "Não acho que a gente perdeu o timing. Esse timing pode ser daqui a 30 dias, daqui a 60 dias", disse.

Leia abaixo o que o delegado da PF falou sobre a prisão de Lula em um trecho da entrevista:

UOL: Um delegado da equipe da Lava Jato afirmou, recentemente, que se perdeu o "timing" para prender o ex-presidente Lula. O senhor concorda?

Igor Romário de Paula: É complicado falar em perder timing. Os requisitos para uma prisão preventiva são bastante objetivos. Lá atrás, na fase 24 da Lava Jato, quando houve a representação do Ministério Público [pela condução coercitiva de Lula, em março], não existiam os requisitos para um pedido de prisão do ex-presidente. Não acho que a gente perdeu o timing. Esse timing pode ser daqui a 30 dias, a 60 dias. A investigação que envolve o ex-presidente Lula é muito ampla.

UOL: Então o senhor não concorda com a afirmação de seu colega?

Igor Romário de Paula: Não. O timing pode ser daqui a pouco. Não vejo nem perda de tempo nem condescendência com o fato de se tratar um ex-presidente. O próprio juiz Sergio Moro já mostrou que ele não leva isso em consideração quando toma suas decisões. Esse timing pode ser mais para frente, pode não ser aqui, pode aparecer nas investigações que acontecem em Brasília.
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