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Sequestro de apartamento usado por Marisa há 13 anos teria deixado mulher de Lula envergonhada no prédio onde mora



Um dos fatores que mais abalou a ex-primeira dama Marisa Letícia nos últimos meses foi o sequestro do apartamento de cobertura 121 do Edifício Hill House, em São Bernardo do Campo, usado pela mulher de Lula desde 2003. O imóvel, que ficava no mesmo corredor do apartamento "oficial" da família foi interditado pelo juiz federal Sérgio Moro, que acolheu as denúncias feitas pelo Ministério Público Federal de que o referido imóvel foi adquirido com dinheiro propina da empreiteira Odebrecht destinado ao ex-presidente Lula.

“Decreto o sequestro do imóvel consistente no apartamento n.º 121, de matrícula 86.622 do 1º Registro de Imóveis de São Bernardo do Campo/SP, diante dos indícios de que foi adquirido com proventos do crime”, ordenou Moro em seu despacho.

Segundo vizinhos, Marisa teria ficado profundamente envergonhada por ter sido praticamente "despejada" do imóvel que ocupava e "ostentava". Teria sido desta cobertura que a ex-primeira dama conversou com seu filho numa conversa telefônica interceptada pela Polícia Federal com autorização da Justiça. Nas gravações, Marisa criticava manifestantes que batiam panelas em protesto contra um pronunciamento da ex-presidente Dilma e debochava, afirmando se tratar de gente que não tem dinheiro para comprar um apartamento e "fica pagando prestação. Na mesma gravação, Marisa sugeriu que os manifestantes deveriam enfiar as panelas no C*.

É claro que estes fatos não possuem qualquer relação com a condição humana e o revés enfrentado pela ex-primeira dama. O derrame cerebral sofrido por Marisa foi uma fatalidade que acomete pessoas de todas as classes. Mas a tristeza de ex-primeira dama com a "perda" de sua cobertura e a vergonha diante dos vizinhos pode ter sido, de acordo com relatos, um dos fatores que precipitaram parte da tristeza que demonstrava nos últimos dias e do súbito mal que a acolheu. Neste caso, o derrame cerebral sofrido por Marisa pode ser perfeitamente relacionado com a má conduta de seu marido, que, de acordo com o MPF, recebeu o imóvel como forma de propina por crimes de corrupção que vitimaram a Petrobras. Lula tornou Marisa cúmplice de um crime no qual os dois passaram a figurar como réus. Há um consenso, inclusive no próprio PT, de que tantas aflições resultaram no que ocorreu com Marisa esta semana.

Segundo o Ministério Público Federal, o apartamento usado pela família Lula pertence "no papel" a Glaucos da Costamarques, primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula e já condenado na Operação Lava Jato.

Mas para o MPF, Lula é o verdadeiro proprietário do imóvel e o primo de Bumlai é apenas um laranja usado para ocultar que o ex-presidente recebeu o apartamento de forma dissimulada, como propina da empreiteira Odebrecht.

O "outro" apartamento dos Lula da Silva foi descoberto por acaso, durante as buscas e apreensões da Operação Aletheia, desdobramento da Lava Jato que levou o petista para depor obrigatoriamente em março do ano passado. Conforme a denúncia do MPF, ‘teria sido constatado que Luiz Inácio Lula da Silva ocuparia não apenas o apartamento 122, mas igualmente o apartamento contíguo’.

Ao tornar Lula réu, Moro transcreveu trechos da acusação do Ministério Público Federal, no Paraná. “O referido apartamento teria sido adquirido, em 20 de setembro de 2010, por Glaucos da Costamarques. Segundo a denúncia, por rastreamento bancário, foi possível constatar que o custo da aquisição, no valor de R$ 504 mil, teria sido suportado pelo Grupo Odebrecht”, anota Moro.

Entre 2003 e 2010, o imóvel era alugado pela Presidência da República e foi adquirido pela Odebrecht em nome do primo de Bumlai.

O magistrado destacou que ‘muito embora tenha sido encontrado um contrato de locação entre Glaucos da Costa Marques e a esposa do ex-presidente, Marisa Letícia Lula da Silva, não teriam sido identificadas quaisquer provas documentais do efetivo pagamento do aluguel’.

“Glaucos da Costamarques, embora tenha adquirido, por escritura, o imóvel consistente no referido apartamento 121 em São Bernardo, na data de 20 de setembro de 2010, não tomou qualquer providência para registrá-lo em seu nome, salvo em 2016, o que pode ter sido motivado exclusivamente pelo avanço das investigações em relação ao ex-presidente”, anotou Moro.

“Registre-se que a vendedora do imóvel a Glauco da Costamarques teria ainda declarado que, quando da venda do imóvel, teria lhe sido informado que a alienação seria para o ex-presidente e não para o formal comprador.”

Moro apontou que ‘não foram identificadas, nas quebras de sigilo bancário e fiscal de Glauco da Costamarques, registros de recebimentos dos aluguéis do apartamento 121, e igualmente não foram identificados registros de pagamentos dos aluguéis do mesmo apartamento pelo ex-presidente e sua esposa ou pelo Instituto Lula’.

“Apenas a partir de janeiro de 2016, com o avanço das investigações em relação ao ex-presidente, passaram a ser feitos depósitos em dinheiro dos aluguéis na conta de Glauco da Costamarques, não sendo, possível, porém, identificar a origem do dinheiro utilizado”, destaca o magistrado.

Para Moro, ‘consta, em cognição sumária, prova de que o custo para aquisição em 2010 foi suportado pela Construtora Norberto Odebrecht, que não há prova documental do pagamento de aluguéis entre 2011 a 2015, que o locador (Glaucos da Costamarques) apresentou explicações contraditórias sobre o recebimento dos aluguéis e que são inconsistentes com as declarações de advogado que, segundo o locador, teria recebido parte dos aluguéis’.

“Embora o imóvel esteja em nome de seus antigos proprietários, Augusto Moreira Campos e Elenice Silva Campos (que não têm qualquer relação com o ilícito), há, indícios de que pertence de fato ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o teria recebido, segundo a denúncia, como propina do Grupo Odebrecht. Expeça-se precatória para lavratura de auto de sequestro, registro do sequestro e avaliação.”
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